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Oracle lucra 3,8 mil milhões de dólares, menos 59%

A Oracle apresentou esta terça-feira os resultados trimestrais e do ano fiscal de 2018

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Tecnológica norte-americana alcançou lucros de 3,8 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2018 (terminado a 31 de Maio), que comparam com 9,3 mil milhões de euros no ano precedente. Empresa tenta recuperar o atraso nos serviços de 'cloud' face a concorrentes como a Amazon e a Microsoft

A empresa de software norte-americana registou lucros de 3,8 mil milhões de dólares (€3,3 mil milhões) no ano fiscal de 2018, menos 59% do que no ano anterior, quando alcançara um resultado líquido de 9,3 mil milhões de dólares (€8 mil milhões), divulgou a multinacional na noite de terça-feira.

A Oracle aumentou as suas receitas em 6% para 39,8 mil milhões de dólares (€34,3 mil milhões) no ano fiscal de 2018, em comparação com os resultados do ano fiscal anterior (a empresa adota o calendário fiscal entre 1 de junho de 2016 e 31 de maio de 2017). Mas os custos operacionais também aumentaram 5% para 26,2 mil milhões de dólares (€22,6 mil milhões), com a maior fatia a ficar para o departamento de vendas e marketing, tal como as provisões para impostos sobre o rendimento - que aumentaram 315% para mais de 9 mil milhões de dólares (€7,8 mil milhões).

Luta pela nuvem continua

Uma das lutas da tecnológica tem sido a aposta nos serviços na nuvem (cloud) e suporte a licenças, que juntas aumentaram 10% para 26,3 mil milhões de dólares (€22,5 mil milhões) no ano fiscal de 2018. Já no último trimestre, as receitas nestas duas rúbricas aumentaram 8% para 6,8 mil milhões de dólares (€58,7 mil milhões).

“Alguns dos nossos maiores clientes começaram agora o processo de transferir as suas bases de dados da Oracle para a Oracle Cloud”, explica o cofundador e diretor de tecnologia da empresa, Larry Ellison. “Por exemplo, a AT&T está a transferir milhares de bases de dados e dezenas de milhares de terabytes de dados para o Oracle Cloud.”

A tecnológica tem tentado recuperar o atraso no negócio da nuvem face a concorrentes como a Amazon, a Microsoft e a Salesforce. Segundo um ranking publicado em novembro de 2017 pela revista “Forbes”, com estimativas da própria revista em relação ao negócio cloud das diferentes empresas, a Microsoft liderava com receitas 16,7 mil milhões de dólares (€14,4 mil milhões), seguida pela Amazon (16 mil milhões de dólares ou €13,8 mil milhões) e pela IBM (com 15,8 mil milhões de dólares ou €13,6 mil milhões) entre novembro de 2016 e novembro de 2017. A Oracle ocupava apenas a quinta posição.

Em termos globais, no ano passado a Amazon registou um resultado líquido de 3,03 mil milhões de dólares (€2,6 mil milhões), a Microsoft de 21,2 mil milhões de dólares (€18,3 mil milhões) e a IBM 5,75 mil milhões de dólares (€4,9 mil milhões). Estas concorrentes, menos a Microsoft, adoptam um ano fiscal coincidente com o ano civil.