Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Morreu o empresário Fernando Guedes, ex-presidente da Sogrape

Fernando Guedes guarda o cantil que inspirou o pai a lançar um vinho inovador no mercado, durante a II Guerra Mundial

Fernando Guedes, filho do fundador da Sogrape, faleceu, esta quarta-feira, aos 87 anos. Assumiu o cargo da multinacional portuguesa do setor do vinho na década de 60, tendo assumido a presidência nos anos 80

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Associação Empresarial de Portugal (AEP) manifestou, esta tarde, o seu profundo pesar pelo falecimento de Fernando Lobo Guedes, presidente do Grupo Sogrape nos anos 80 e 90. Nascido a 29 de dezembro de 1930, na Quinta da Aveleda, o empresário do setor do vinho frequentou a Faculdade de Economia de Lisboa, tendo ingressado na empresa como aprendiz de tanoeiro. Nos anos 50 vai estudar para França, onde frequentou a Faculdade de Ciências da Universidade de Dijon.

Fernando Lobo Guedes, um dos primeiros enólogos portugueses, assumiu a Direção Técnica de Produção da Sogrape em 1957, tendo modernizado toda a rede de infra-estruturas da empresa, adianta a publicação Vinho Grandes Escolas.

Na última homenagem, a AEP recorda “a figura de grande relevância de um dos maiores empresários portugueses das últimas décadas, referência incontornável para muitas gerações de empreendedores portugueses e estrangeiros, cujo trabalho ao longo da sua longa carreira deu um impulso que projetou a Sogrape para um reconhecimento que muito tem contribuído para a afirmação da imagem de Portugal no exterior”.

Com uma atividade muito vincada pelo setor vitivinícola, destacou-se também pelo seu papel de gestor, nos negócios, na cultura e na identidade e valores que deixa para sempre ao mundo empresarial.

Personalidade atenta à atividade económica da região Norte, Fernando Lobo Guedes integrou o Conselho Geral da AEP entre 1996 e 2002, tendo-lhe sido outorgada, em 2017, a categoria de Sócio Honorário da AEP e, anteriormente, agraciado com a Medalha de Honra como reconhecimento da defesa intransigente dos interesses das empresas e da economia nacional.

Em 2017, foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique por Marcelo Rebelo de Sousa.