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Escalada comercial soma e segue: China riposta com “enérgicas represálias”

LEAH MILLIS // Lusa

Se os Estados Unidos prosseguirem com a imposição de tarifas alfandegárias, a China avançará com "enérgicas represálias", avançou o ministério do comércio chinês em comunicado

A China denunciou esta terça-feira "a chantagem" dos Estados Unidos, na sequência das ameaças do presidente de impor uma nova ronda de taxas aduaneiras sobre produtos chineses, e advertiu que tomará "contra-medidas enérgicas".

"Se os Estados Unidos perdem o bom senso e publicam uma lista [de produtos visados], a China ver-se-á na obrigação de adotar uma combinação de medidas quantitativas e qualitativas em forma de enérgicas represálias", indicou o Ministério do Comércio chinês, em comunicado.

Sobe-se assim mais um degrau na guerra comercial entre os dois gigantes económicos. Na semana passada, Trump tinha anunciado a imposição de tarifas alfandegárias de 25% sobre importações chinesas que ascendiam a 50 mil milhões de dólares (43 mil milhões de euros), e avisou que, se a China retaliasse, haveria uma nova vaga de agravamentos.

Perante a afirmação chinesa de que tomariam medidas na mesma proporção, esta segunda-feira à noite, Trump ameaçou impor taxas alfandegárias suplementares de 10% sobre importações chinesas que ascendem a 200 mil milhões de dólares (cerca de 172 mil milhões de euros), em resposta às represálias chinesas pelas tarifas que tinha imposto. Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump argumentou que “foram tomadas medidas suplementares para encorajar a China a mudar as suas práticas injustas e a abrir o seu mercado aos bens norte-americanos”.

É na sequência dessa nova ameaça norte-americana, que a China reage com a garantia de que tomará "contra-medidas enérgicas".

  • A ameaça de mais um pacote de taxas aduaneiras sobre produtos chineses por parte da Administração norte-americana provocou esta terça-feira uma derrocada na bolsa chinesa de Shenzhen e perdas generalizadas em todas as praças da Ásia e da Europa. PSI 20 recua apenas 0,25%. Futuros em Wall Street no vermelho