Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bloco vota contra medidas laborais que criem precariedade

Quando as alterações à legislação laboral forem a debate no parlamento, “o BE votará tudo aquilo que acordou e opõe-se a todas as medidas que criem precariedade”, garantiu Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, avisou nesta segunda-feira que o partido vai votar contra todas as medidas laborais acordadas em Concertação Social que "criem precariedade", lamentando a mudança de posição do Governo depois de dois anos de negociação.

No final de uma reunião com profissionais, representantes de movimentos e sindicais e especialistas do setor da Saúde, que decorreu esta tarde na sede do BE, em Lisboa, Catarina Martins foi questionada sobre a assinatura do acordo de Concertação Social em relação às alterações ao Código do Trabalho, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, que considerou que cumpre o Programa do Governo

"O BE vai-se pautar pelo compromisso e pela estabilidade do seu compromisso. Votaremos a favor de todas as medidas de combate à precariedade que foram negociadas ao longo de dois anos. Naturalmente seremos oposição a outras que, não tendo sido negociadas connosco, apareceram à última hora por acordo com os patrões e que aumentam a precariedade", adiantou.

Assim, segundo a líder bloquista, quando as alterações à legislação laboral forem a debate no parlamento, no dia 6 de junho, "o BE votará tudo aquilo que acordou e opõe-se a todas as medidas que criem precariedade".

"Lamentamos que o Governo, com acordo com as confederações patronais e sem discutir isso com os seus parceiros no parlamento, tenha decidido incluir medidas de sinal contrário aquelas que tinham sido negociadas, nomeadamente o aumento do período experimental, o aumento de duração dos contratos de muito curta duração ou os contratos orais. Tudo formas de precariedade que, como compreendem, o BE não pode aceitar", explicou.

Catarina Martins insistiu que "não é a Concertação Social que decide", mas sim o parlamento, onde o partido "cumprirá os termos exatos do que tinha acordado com o PS e com o Governo", apresentando "propostas que reproduzem os acordos feitos nessas matérias".

"Ninguém está à espera que o Bloco mude de posição. Nós lamentamos que o Governo tenha mudado de posição. O BE não mudou de posição, vai cumprir aquilo que tinha acordado com o PS e com o Governo. Vai votar essas medidas e não outras. Nós nunca desdizemos aquilo que já acordamos", sintetizou, perante a insistência dos jornalistas.