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Argentina vai receber empréstimo de 50 mil milhões de dólares do FMI

O presidente argentino, Mauricio Macri, considera que este acordo é "um ponto de partida importante"

JUAN MABROMATA/AFP/GETTY

O acordo com o Fundo Monetário Internacional prevê a criação de um programa de assistência de 42 mil milhões de euros à economia sul-americana

A Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a acordo para a criação de um programa de assistência à economia sul-americana no valor de 50 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros).

O FMI anunciou que o acordo, alcançado na quinta-feira, será, agora, avaliado pela sua comissão executiva, que vai analisar o plano económico da Argentina nos próximos dias.

Depois de uma forte desvalorização do peso argentino, num cenário pessimista sobre a evolução da economia, o Presidente deste país sul-americano, Mauricio Macri, anunciou em maio passado que queria chegar a um acordo financeiro com o FMI.

O acordo traz de volta más memórias para os argentinos que responsabilizam as políticas do FMI pela pior crise económica do país, em 2001, mas Macri considerou que era necessário avançar com as negociações para evitar outra implosão económica.

Horas antes do empréstimo de 50 mil milhões de euros ser anunciado, Macri disse aos órgãos de comunicação social que o acordo com o FMI era "um ponto de partida muito importante" para o país, que no ano passado registou uma taxa de inflação de 24,8% e um défice de 3,9%, abaixo da previsão inicial de 4,2% e meio ponto abaixo do valor de 2016, o que se traduziu na primeira descida desde 2004.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já tinha dado sinais de confiar no Governo argentino para gerir "com destreza" a turbulência financeira, considerando que a situação atual é diferente da que foi vivida na crise anterior.

"As autoridades argentinas trataram habilmente algumas das questões que surgiram [...] e confiamos que vão gerir a situação com destreza", tinha dito o porta-voz do FMI, Gerry Rice. "É importante sublinhar que a situação da Argentina hoje é radicalmente diferente do que era há 15 ou 20 anos", considerou.