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Na corrida mundial, Índia ultrapassa França e Brasil passa à frente de Itália

A Índia subiu para a sexta posição e o Brasil para a oitava no clube das grandes economias do mundo em 2017, segundo os dados divulgados na Assembleia da Primavera do Fundo Monetário Internacional que termina no domingo

Jorge Nascimento Rodrigues

A Índia, finalmente, ultrapassou a França e o Brasil passou à frente de Itália no clube das grandes economias do mundo, a partir do valor em dólares do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, segundo as estimativas divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no World Economic Outlook durante a Assembleia da Primavera que decorre em Washington até domingo.

A Índia passou no ano passado para a sexta posição e o Brasil para a oitava, enquanto a França desceu para a sétima e Itália para a nona, num ranking do PIB avaliado em dólares a preços correntes. Nos dez primeiros lugares do clube das maiores economias, a zona euro posiciona apenas três economias – a Alemanha, no quarto lugar, a França em sétimo e a Itália em nono. Em dólares, o PIB indiano subiu para 2,6 biliões de dólares (€2,1 biliões), mais 100 mil milhões (€81 mil milhões) do que França, e a riqueza criada pelo Brasil situou-se ligeiramente acima de 2 biliões de dólares (€1,6 biliões), oitenta mil milhões (€65 mil milhões) acima de Itália. No entanto, segundo as projeções do FMI para 2018, a França recuperará o sexto lugar e a Itália o oitavo, e os dois BRICS regressam às suas posições de 2016.

O clube das maiores economias do mundo é liderado pelos Estados Unidos, seguindo-se a China, a uma distância de um pouco mais de sete biliões, diferença que se estreitará para um pouco mais de seis biliões em 2018. No ano passado, o PIB dos EUA foi de 19,4 biliões de dólares (€15,8 biliões) e o da China subiu para 12 biliões de dólares (€9,8 biliões). A uma distância significativa, o Japão com 4,9 biliões de dólares (cerca de €4 biliões), a Alemanha com 3,7 biliões (€3 biliões) e o Reino Unido com 2,62 biliões (€2,13 biliões), vinte mil milhões (€16 mil milões) acima da Índia.

Se o PIB for avaliado segundo outro critério que o FMI também usa, o do valor em paridade de poder de compra (PPC), em dólares internacionais, as posições no clube mudam drasticamente. A China passa ao primeiro lugar, ultrapassando os EUA, a Índia sobe da sexta posição no PIB a preços correntes para o terceiro lugar em PPC e a Rússia passa da 12ª posição para a sexta.