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Prémio Valmor distingue 13 obras

Cineteatro Capitólio, Terraços do Carmo, Museu do Dinheiro e a Etar de Alcântara são os vencedores

d.r.

A Etar de Alcântara, Cineteatro Capitólio, Terraços do Carmo e Museu do Dinheiro, são os vencedores

O Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura distingiu esta semana o que de melhor se fez em termos arquitetónicos na capital, entre 2013 e 2016. Por cada ano houve um vencedor e várias menções honrosas, no total de 13 obras premiadas.

Criado em 1903 o Prémio Valmor fundiu-se em 1982 com o Prémio Municipal de Arquitetura e abrange todo o tipo de projetos, sejam públicos ou privados. Atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) é considerado um dos mais importantes galardões nacionais de arquitetura e reconhece em partes iguais o autor do projeto e o promotor da obra. Foi atribuído pela última vez em 2012 e recentemente foram reconhecidas as obras dos últimos quatro anos.

Mário joão

Referente ao ano passado, o prémio foi atribuído à obra de alteração do Cineteatro Capitólio, da autoria do arquiteto Alberto Souza Oliveira, cujo dono de obra é a CML. “Sentimos que é o reconhecimento por esta obra” refere o arquiteto. Conta que tentou intervir neste edifício, que abriu portas em 1929 e teve alterações ao longo dos anos, de forma a dar-lhe uma “segunda vida”. Lê-se na memória descritiva que o objetivo foi melhorar o desempenho do imóvel, tornando-o mais versátil e compatível com as novas exigências da produção contemporânea de espectáculos. Para Alberto Souza Oliveira, distinções como esta “são um estímulo para os arquitetos”. Referiu ainda que o próprio prémio evoluiu e hoje aprecia mais a contemporaneidade das obras. Além do cineteatro e ainda referente a 2016 o MAAT-Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia e o Centro Comercial Caleidoscópio, receberam menções honrosas.

Um museu em destaque

Em 2015 foi reconhecido o projeto dos Terraços do Carmo, da autoria de Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira, uma obra também da CML. Localizado em pleno Chiado, é uma intervenção que marca a paisagem. Foram atribuídas menções honrosas a um edifício de habitação no Restelo e ao Museu Nacional dos Coches.

O prémio de 2014 coube ao Museu do Dinheiro, do Banco de Portugal, dos arquitetos Gonçalo Byrne e João Pedro Falcão de Campos. Um projeto que criou um museu interativo e abriu este imóvel à cidade. A um edifício de habitação situado na travessa do patrocínio e à obra de recuperação e valorização do Teatro Romano, foram entregues menções honrosas.

FOTO FG+SG

No último ano em análise, o de 2013, o prémio recaiu sob a obra de ampliação e nova cobertura da Etar de Alcântara, da autoria de Frederico Valsassina, Manuel Aires Mateus e João Ferreira Nunes (Proap), cujo dono de obra é a SimTejo. Neste ano foram atribuídas três menções honrosas, a um edifício de serviços na Rua Laura Ayres 3, a um outro edifício de habitação na Rua Teófilo Braga e à Casa da Severa.