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Conheça os vencedores do Prémio Intermarché 2017

O principal painel da conferência debateu a "exportação e revitalização da economia local"

Luís Barra

Saiba quem ganhou este ano os principais prémios de produção nacional agrícola a que o Expresso se associa

Rute Barbedo

Do figo-da-índia ao queijo fresco, foram hoje, dia 27 de setembro, conhecidos os vencedores da quarta edição Prémio Intermarché Produção Nacional, um projeto que conta com o apoio do Expresso e que valoriza o que de melhor se faz no sector primário português. “Este ano tivemos mais 67% de candidaturas do que no ano passado. Os produtores mostram que estão preparados para assumir riscos”, sublinhou o administrador do Intermarché, Vasco Simões.

Enquanto o leitão confitado da Casa da Prisca, que conserva o sabor a forno de lenha depois de embalado, foi destacado na categoria Ideias com Potencial, a Inovação mostrou-se mais forte na Montiqueijo, que apresentou o novo queijo fresco em barra com os aromas de alecrim ou de manjericão e tomate.

Ainda no segmento dos queijos, a Elderink Laticínios (fundada pelo holandês Frans Elderink e pela esposa) foi premiada na categoria Produtos Transformados pela apresentação original do produto base – neste caso, o queijo fresco – como recheio de pimentos vermelhos. Na mesma categoria, a pastelaria Flor de Aveiro viu reconhecido o trabalho de recuperação de um bolo originário do Bussaco que estava há anos caído no esquecimento e que hoje, sob o nome de Morgado, tem ocupado a fila da frente de muitos concursos.

No plano da produção primária, os vencedores foram o arroz e o figo-da-índia. O trajeto da já bem estabelecida em Portugal Orivárzea na direção do mercado asiático –ironicamente, pioneiro e líder mundial na produção de arroz – e o crescimento galopante da Pepe Aromas – que no ano passado colheu as primeiras três toneladas de figo-da-índia biológico e projeta chegar a 30 toneladas em 2018 – não passaram despercebidos na análise do júri.

Houve ainda lugar para duas menções honrosas, uma para a produção de macroalgas num ecossistema ecológico e sustentável pensado pela Algaplus, em Ílhavo; e outra para a história de recuperação da Cooperativa A Lavoura, de Paços de Ferreira, que, depois de um período económico conturbado com a contribuição da crise na fileira do leite, hoje comercializa perto de 200 leitões bísaros por mês.