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Produção de cereais em mínimos históricos

Alberto Frias

No ano passado, Portugal teve de importar 98% dos cereais que necessitou para se alimentar. O custo das compras ao exterior cifrou-se em €733,5 milhões

Há 30 anos que Portugal não semeava tão pouca área de cereais: 130 mil hectares (outono/inverno de 2016), contra quase um milhão de hectares semeados em meados da década de 80 do século passado.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e revelam que o último inverno — particularmente seco — se traduziu em reduções de 5% na área de centeio, 10% nas áreas de trigo mole, triticale e cevada e 15% na de trigo duro, face à campanha anterior.

O que é que isto significa? Duas coisas muito simples: um desinteresse continuado dos agricultores por esta alternativa (exceção feita ao milho, que tem vindo a ganhar importância) e uma maior dependência alimentar do país face ao exterior.

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