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Inter-rail

Um gelado directamente do paraíso

Escrevi há um mês num portfolio para a Única que os Gelados Santini, de Cascais, se orgulham de ser «provavelmente os melhores gelados do mundo». Na altura, cheguei a provar os sabores morango e nata para perceber a razão de tanta gabarolice.

Maravilhosos. Quando se trata de fruta é como se a trincássemos, sem a interferência de umas colheradas de açúcar a mais. Os preços não são baratos, mas a qualidade é superior. Voltei a ter uma sensação semelhante a esta, durante a tarde passada em Florença, no Domingo.

As mochilas foram deixadas na estação, pois o comboio que nos levaria a Munique-Amsterdão só partiria às 21h30. Até lá, decidimos aproveitar o dia para fazer um curto reconhecimento de campo pela cidade.

Com o sol a torrar-nos a nuca, atravessámos a feira montada em volta do mercado principal, cruzámos ruas medievais, igrejas, conventos, até chegarmos até à monumental catedral «Opera di Santa Maria del Fiore». Um assombro da arquitectura do renascimento. Arrisquei gravar à socapa com um PDA a explicação de um guia italiano sobre o tal edifício de tão ostensiva riqueza.

Foi aí perto que não resistimos a entrar numa gelataria italiana de método artesanal – Di Catanzaro. O calor sufocava-nos a garganta, e aquelas miragens frescas na montra vinham mesmo a calhar. Morango e Pêssego para o senhor Tiago (€4), Framboesa e chocolate para mim (outros €4). Disparámos num voo directo para o paraíso até à última dentada.