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Técnicas de descanso no comboio

Bom dia! Hoje é o nosso quarto dia de viagem e a nossa primeira noite, bem descansada, com direito a cama, lençóis e duche no quarto. (Viva o luxo!)

Estamos em Nice e eu escrevo no quarto do hotel St. Gothard, que brilhou com as suas duas estrelas para o meu sono. Quis o destino e os rapazes que escolhemos para abrir a reportagem, que o nosso primeiro poiso fosse este. Uma cidade francesa, à beira do mar mediterrânico plantada, junto ao Mónaco, muito elegante e correctinha, que me faz recordar a primeira vez que ouvi falar da existência deste local no mapa. Tinha eu sete anos quando os meus avós me contaram, durante um qualquer jantar, os detalhes da sua viagem de sonho, organizada pelo INATEL, até Nice. Já tinha, portanto, de alguma forma conhecido esta instância balnear francesa. Um destino com ares de Albufeira e Vilamoura, mas numa versão bastante mais interessante e elegante.
 
Enquanto início este parágrafo, a empregada do hotel entrou pelo meu quarto adentro com um esquivo «pardon». Eu perdoei, mas tenho que me despachar para fazer o «check-out» até ao meio-dia. Energias retemperadas, voltamos ao comboio e às acrobacias para encontrar a melhor posição de descanso nos desconfortáveis bancos das carruagens de segunda classe. Sim, porque nós já arranjámos as nossas técnicas de repouso. Eu, por exemplo, quando estou confinado ao meu lugar durante mais de oito horas opto por elevar as pernas, e os pés descalços, até ao encosto da cadeira da frente. A imagem não é bonita, mas o meu corpo agradece.

Ao meu lado, o Tiago voltará a dormir abraçado à sua mais que tudo - a mochila com o seu material fotográfico e o PDA que levou emprestado da Redacção do EXPRESSO. Daqui a pouco, na hora do pequeno almoço, discutiremos os planos para os próximos dias de reportagem. Se Milão, Paris, Amsterdão ou Florença. Até já...