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Expresso

Inter-rail

Nice a cavalo

O problema de estar em reportagem pela Europa, a seguir a rota e as vontades dos putos do Inter-rail é que não nos dá a possibilidade de ver ou usufruir de quase nada dos sítios por onde passamos. Mas trabalho é trabalho e há que seguir com a mochila nas costas. Ao que parece os mais novos gostam é de carimbar o passe (variante de picar o ponto) e de fazer cruzes no maior número possível de países e cidades que aparecem no mapa.

O prazer de conhecer em cada local, as tradições, a História, a cultura, a arquitectura, geografia e as suas gentes é coisa para «chatos e cotas».

Desabafo feito, vale a pena contar que em Nice, após três noites a ver no horizonte carril e mais carril, não resisti à imagem de um mar azulão à minha frente e mergulhei. Que bem que soube. A àgua é quente, límpida e o cenário da cidade ao fundo é um regalo para os olhos.

O Tiago não chegou a tanto, descalçou-se e afundou os pés na àgua para conseguir os melhores enquadramentos para as suas fotografias. Ali perto, junto à estrada, um casal de turistas enamorados optou por uma actividade improvável para se fazer à beira daquele paraíso: Um passeio a cavalo num atrelado. O serviço dá pelo nome de «Equi Service» e tem preços que variam entre os 8 e os 12 euros. Uma forma burguesa de conhecer Nice, a cavalo...