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O Expresso no Festival de Veneza

Segurança

Veneza nunca foi palco de qualquer ameaça especial. Mas as autoridades não temem só acções de terrorismo, elas querem evitar manifestações políticas internas.

Entre uma maratona de entrevistas com os jornalistas, ao princípio da tarde, e a sessão oficial de apresentação de «World Trade Center», Oliver Stone passeou por Veneza com a família, evidentemente anónimo e sem nenhuma da segurança que rodeia o Festival este ano, mais que nunca. Não é caso único.

Veneza atrai todos quantos, no Lido, a vêem ao longe, crepuscular e magnífica, cenário de uma aventura que durou séculos.

Mas se as vedetas podem fazer como lhes apetece, lá fora, a organização parece este ano muito preocupada com a segurança. A acrescentar às já usuais medidas de protecção das vedetas e dos lugares onde o festival decorre, a organização cercou positivamente os edifícios com um anel de ferro que só se transpõe atravessando pórticos detectores de metais e cuidadas revistas das bolsas pessoais.

A própria polícia mostra-se com aparato pouco usual, mesmo se Veneza nunca foi palco de qualquer ameaça especial.

Mas as autoridades não temem só acções de terrorismo, elas querem evitar também que o palco sobrexposto do festival de Veneza sirva para manifestações políticas internas.

Por enquanto, apenas um grupo ecologista assentou arraiais na praia, protestando contra a elevação de barreiras que protejam Veneza das marés do adriático. Mas fala-se que operários da Marghera, afectados pelo fecho de fábricas, também possam vir ao Lido expressar o seu descontentamento.