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O Expresso no Festival de Veneza

Meryl Streep numa comédia sofisticada

Meryl Streep brilha, na editora tirânica e supinamente pretensiosa de uma grande revista de moda, daquelas que decidem, com uma simples expressão facial, o êxito ou o descalabro de uma colecção Outono-Inverno.

Ela já não tem 20, nem 30, nem 40 – e paremos por aqui que isto não é maneira de tratar uma senhora. Digamos que já passou a idade que faz bater os corações e estimular as hormonas dos adolescentes que – dizem – são o público que interessa em matéria de filmes.

Por isso não lhe tem sido fácil a vida no cinema americano dos últimos anos, mas – espantemo-nos? – cada vez que aparece faz morrer de inveja todas as actrizinhas, candidatas e correlativas, porque Meryl Streep não só continua a prodigalizar espantosas lições da arte de representar, como a averbar sucessos de bilheteira.

O último – a grande surpresa do Verão americano – chama-se «The Devil Wears Prada», é uma comédia sofisticada em que ela faz um personagem perfeitamente odioso e teve em Veneza a sua primeira apresentação internacional.

Meryl Streep brilha, na editora tirânica e supinamente pretensiosa de uma grande revista de moda, daquelas que decidem, com uma simples expressão facial, o êxito ou o descalabro de uma colecção Outono-Inverno. Estreia em breve em toda a Europa – e, portanto, também em Portugal – e há que correr às salas para a ver.