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Expresso

O Expresso no Festival de Veneza

Aplausos para Oliveira

O mais recente filme de Manoel de Oliveira, «Belle Toujours», surpreende por um certo desencanto.

Apresentado na selecção oficial, mas fora de competição, «Belle Toujours», o mais recente filme de Manoel de Oliveira recebeu uma das mais vibrantes ovações que foram ouvidas no festival de Veneza 2006.

Homenagem a Buñuel e a Carrière, numa sequela a «Belle de Jour», apanhando os personagens 40 anos depois, «Belle Toujours» tem Michel Piccoli, mas não Catherine Deneuve (o personagem de Sévérine é, agora, retomado por Bulle Ogier).

O filme surpreende pela moralização de tom e por um certo desencanto: os personagens, ao envelhecer, como que se entregaram a purgatórios de expiação, ele ao álcool, ela a uma espécie de misticismo religioso, quase desaprovando as vertigens que Buñuel os fizera fazer.

Mesmo se há humor, a fita cai na desesperança de pensar que todas as transgressões foram fúteis, todos os prazeres voláteis. «Belle Toujours» acaba por ser um filme de uma beleza triste.