Siga-nos

Perfil

Expresso

Cavaco em Espanha

Parcerias ibéricas precisam-se

Cavaco e Zapatero querem “fazer valer os interesses comuns” no quadro da UE.

Cavaco Silva e José Luiz Zapatero concordaram hoje, durante um almoço no Palácio da Moncloa, que Portugal e Espanha devem acentuar e reforçar os laços de cooperação entre os dois países, de forma a “fazer valer os interesses comuns” no quadro da UE.

Nos brindes que antecederam o almoço na sede do Governo espanhol, o Presidente da República sublinhou que “num mundo globalizado e perante um projecto de integração tão exigente quanto a UE, os nossos dois países só têm a ganhar se explorarem as sinergias que resultam de projectos comuns”.

Cavaco e Zapatero passaram em revista a as relações entre os dois países desde que em 1986 aderiram ambos à Comunidade Económica Europeia. O Presidente do Governo Espanhol fez questão de afirmar que por mais que mudem os interlocutores, “o ambiente de profunda amizade entre os dois Estados permanece inalterável”.

Considerando fundamental que as empresas portuguesas e espanholas prossigam no caminho das “parcerias ibéricas”, Zapatero considerou que a “ninguém deve ficar surpreendido se as iniciativas surgirem de empresas sedeadas próximas da fronteira”, que considerou “ser praticamente virtual”.

Cavaco Silva, que apostou em mostrar nesta visita a Espanha a imagem de um Portugal moderno, do século XXI, considerou também que o problema da Imigração Ilegal carece “de uma resposta europeia”. O Presidente da República recordou neste contexto a importância do diálogo euro-africano e “da realização durante a próxima presidência portuguesa da UE, da II Cimeira UE-África”. É certo que este é um dos objectivos do Governo de José Sócrates, mas a verdade é que a cimeira não está ainda confirmada.

De manhã, O Presidente da República tornou-se no primeiro Chefe de Estado a deslocar-se ao memorial às vítimas dos atentados de 11 de Março de 2004, em Madrid. Cavaco Silva, acompanhado pelo Presidente da Câmara de Madrid, afirmou que o acto simbólico servia para homenagear “todas as vítimas do terrorismo”, à escala global.