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Expresso

Pela Europa com 500 euros

Primeira paragem: Paris

Desfaça-se o mito: viajar em voos low-cost não é a mesma coisa que andar num vagão cheio de galinhas e gente aos berros.

O primeiro dia da nossa jornada começou com uma viagem até Paris, através da companhia britânica Ryanair, por apenas 40 euros. Uma verdadeira pechincha que nos faz rapidamente esquecer a falta de lanchinho a bordo – português que é português gosta de petiscar seja onde for – e o espaço demasiado apertado entre os bancos do avião.

Chegados a Paris dirigimo-nos a casa de Aline, uma jovem filha de mãe portuguesa que nos ofereceu o sofá para dormirmos na primeira noite desta jornada.

Aline foi o primeiro membro da comunidade 'Couchsurfing' – uma rede mundial de pessoas que oferecem o seu sofá a viajantes – que conhecemos. A recepção calorosa (e em português!) numa cidade que nenhum de nós conhecia, fez-nos sentir em casa e rapidamente entrámos no espírito parisiense.

De baguete na mão, saímos de La Defense e seguimos de metro até ao Louvre onde uma noite especial abria as portas do museu gratuitamente a pessoas com menos de 26 anos. Um apelo à cultura que levou uma romaria de gente jovem ao cenário recente de o "Código da Vinci".

No Louvre com os surfistas do sofá

Já no Louvre conhecemos um grande grupo de outros 'chouchsurfers' parisienses – é esta a alcunha dos membros da comunidade de sofás. Aline é incansável a apresentar-nos a toda a gente e a traduzir as conversas que são feitas num francês demasiado rápido para dois portugas como nós, enferrujados nesta língua.

Nos corredores do Louvre vê-se de tudo: estudantes de arte a desenhar, turistas de todas as nacionalidades, gente excêntrica e – permitam-me o comentário feminino – parisienses com o seu típico charme, de sobretudo, cachecol e olhos misteriosos.

Na sala da famosa Monalisa, um amontoado de gente rodeia o quadro, que é demasiado pequeno para aqueles que o julgavam do tamanho de uma parede. Embora os sinais alertem que não se pode fotografar, o Nuno faz uma tentativa e a resposta é um grito que ecoa pela sala toda fazendo um monte de gente olhar para nós: "Monsieur, pas de photo!" Vermelha que nem um tomate, viro-me para outra pintura. O Nuno ri-se como se não fosse nada com ele… descontracção de fotojornalista!

A engorda da dieta de carteira

Depois de mais de três horas no Louvre, o grupo leva-nos a pé, pelas margens do Sena, até à movimentada zona de Saint Michel. Nestas ruelas dezenas de restaurantes oferecem uma variedade de menus baratos, desde crepes a pizzas e baguetes. Optamos por seguir o hábito dos parisienses e comemos uma 'kebab' cheia de molho e batatas fritas (esta dieta da carteira vai concerteza estragar-nos a outra dieta).

Conversar até às tantas é o lema dos parisienses. Deixamo-nos ficar no café “Lutéce” até à uma da manhã, a falar sobre Paris e, obviamente, sobre Portugal. Chegamos a casa já de madrugada. Aline é uma óptima anfitriã. Mostra-nos mapas, tira-nos dúvidas, faz-nos ver Paris pela perspectiva de quem aqui vive.

Home, sweet couchsurfers home

Estoirados, estendemos os sacos-cama e improvisamos um quarto na sala. Pode não ser uma cama de hotel de cinco estrelas mas dormimos como se estivéssemos em casa.

Cidadão Repórter

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