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Expresso

Pela Europa com 500 euros

Frankfurt nas alturas

Não é aconselhável a pessoas com medo das alturas, mas se vier a Frankfurt tem de subir ao 56.º andar da Main Tower e desfrutar da vista.

Confesso que não sou grande fã de alturas mas o Nuno convenceu-me a subir.  Ele queria fazer uma fotografia e eu não estava com vontade de ficar sentada num sofá à espera. Lá fomos e posso assegurar que valeu a pena: a vista é fabulosa. Desde as dezenas de linhas de comboio da estação central, ao rio com as suas pontes, tudo parece um pequeno lego com que se pode brincar.

Perto deste arranha-céus fica o edifício do Banco Central Europeu. Um enorme símbolo do euro marca a entrada da torre, como se da casa do Tio Patinhas se tratasse. Com blusões já todos sujos e gorros a tapar as orelhas, o nosso “uniforme de viajantes” não se enquadra neste cenário. Voltamos para o centro turístico da cidade.

Situações inesperadas

Pela primeira vez em doze dias de viagem deparamo-nos com uma situação complicada: ajudar alguém que não fala a nossa língua. Uma velhinha resolveu cair mesmo à nossa frente. Não foi uma queda qualquer, foi um voo em queda livre. Como é que se ajuda uma senhora que só geme em alemão e não percebe uma única palavra do que lhe tentamos dizer? Bom, voltamos à linguagem gestual, que é universal. Felizmente a senhora acalmou-se e agradeceu (acho eu) no seu alemão cerrado. Este episódio fez-me pensar no quão desagradável seria ir parar ao hospital num sítio onde ninguém me compreendesse… pensamento assustador!

Para descontrair fomos fazer a coisa mais óbvias: comer qualquer coisa doce. Em Frankfurt existem bolos que tiram qualquer pessoa do sério e, mesmo com o orçamento reduzido, não resisto a comprar uma maravilhosa espetada de morangos cobertos com chocolate.

Um capucino para aquecer

Em casa, Laurence espera-nos depois do seu dia de trabalho, como tradutora. Divertida e conversadora, é fácil gostar desta rapariga que, sem nos conhecer, nos deu a chave da sua casa. É assim que o «couchsurfing» funciona: com respeito, partilha e confiança. Vamos beber um capucino a um simpático café que tem como particularidade umas mantas quentinhas para tapar as pernas e uns aquecedores tão quentes que nos fazem sentir na praia... é que por aqui o frio aperta, e bem.

Amanhã é o nosso último dia em Frankfurt. O regresso a Portugal está próximo mas ainda nos falta uma noite…que vamos ter de dormir no aeroporto.