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Expresso

Pela Europa com 500 euros

Comer ou visitar museus?

Encontrar comida barata em Amesterdão pode ser uma experiência difícil e há que fazer escolhas. Comer ou visitar os museus? A decisão é fácil: ver museus, claro.

Esta manhã, o truque para não morrermos à fome durante o dia foi fazer algo que não é muito bonito mas que funciona: comer o pequeno-almoço do hotel como se não houvesse amanhã e meter ao bolso alguns pãezinhos de leite. A estadia acabou por não ser tão traumatizante como julgávamos. De manhã a fila para a casa-de-banho não era assim tão grande e na recepção fomos presenteados com uma série de guias e mapas gratuitos sobre a cidade.

Como esta noite voltámos ao sistema dos sofás tivemos de pôr as nossas ‘mochilas pesadelo’ nos cacifos da Central Station (4,30 euros para malas grandes) até ao fim do dia. O tempo não ajudava: chovia a potes e o frio entranhava-se na nossa roupa. Optámos por comprar um bilhete diário para os transportes públicos. Por seis euros podemos andar todo o dia tanto no metro, como nos autocarros e eléctricos.

Em Amesterdão há museus para tudo: cinema, pintura, história, sexo e até mesmo ‘cannabis’. Como os preços não são apelativos temos de ser selectivos. Eu escolho o primeiro: por 7,50 euros entramos na Casa Anne Frank. Quem leu o diário da menina judia não pode deixar de visitar este espaço sem sentir um nó na garganta. É em silêncio que voltamos para rua.

Cerveja pela tarde fora

Andar pela cidade é por si só uma experiência fantástica. Há pessoas de nacionalidades diferentes em cada esquina. Os cheiros e as cores contrastam com os prédios centenários sempre em tons de castanho.  A única coisa que ainda me continua a confundir é definitivamente as centenas de bicicletas que circulam com prioridade aos carros. Se não fosse o Nuno a gritar-me e a puxar-me já teria certamente sido a atropelada uma dúzia de vezes.

A segunda escolha da nossa selecção de visitas foi para o Museu da Heinikennen, a famosa cerveja holandesa. Estava renitente em gastar dez euros para entrar, mas a experiência é muito positiva e, principalmente, divertida. A história desta marca é contada de forma interactiva e o visitante nunca se cansa. A meio e no fim do percurso temos direito a cervejas grátis. É pena estar tanto frio.

No sofá  do embaixador

É já de casa do embaixador dos ‘couchsurfers’ em Amesterdão que estou a escrever este postal. Joris, um advogado com aspecto radical, recebeu-nos há pouco e está agora a cozinhar-nos uma ‘pasta’ para o jantar enquanto o Nuno o convence a ir conhecer Portugal. Por este sofá já passaram mais de cem viajantes e, mais uma vez, nós somos os primeiros portugueses. Ao som de jazz a conversa tem sido animada e a noite promete ser de descontracção… como se estivéssemos simplesmente em casa de um amigo.

Cidadão Repórter

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