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Expresso

Pela Europa com 500 euros

Amesterdão em duas rodas

Se quiser ter uma tarde verdadeiramente divertida e barata em Amesterdão a solução é simples: alugue uma bicicleta.

Foi em cima de duas rodas que ontem visitámos o centro da cidade de uma ponta à outra. Mesmo para quem é um desastre a conduzir estes veículos (como eu), a experiência é encantadora e faz-nos sentir um bocadinho holandeses.

Existem bicicletas para todos os gostos: coloridas, duplas, com cadeirinhas de criança, com suporte para mala e até mesmo com um caixote para levar um cão. Encontrar um rent-a-bike é tarefa fácil. Por cinco euros alugamos uma bicicleta no Mike’s Bike, a loja com os melhores preços de Amesterdão. De cabelo ao vento e a todo o vapor fomos até ao Vondelpark. Dez minutos depois já deitávamos os bofes pela boca sem perceber como é que esta gente aguenta tanto tempo em cima do selim.

‘Roxanne, you don’t have to put on the Red Light’

“Um grande Mercado de carne”. Foi assim que Joris, o nosso anfitrião do sofá, nos descreveu o tão badalado distrito da Red Light. Decidimos entrar e ver com os nossos próprios olhos, sem conseguir deixar de cantarolar baixinho a música do Sting.

Ao longo de duas ruas, separadas por um canal de água, dezenas de montras exibem mulheres em lingerie. Quando um cliente entra fecha-se a cortina de veludo vermelho e o que acontece lá dentro fica ao critério da imaginação de cada um. Com luzes cintilantes vermelhas o resto do distrito é preenchido por salas de sexo ao vivo e sexshops que vendem artigos que conseguem fazer corar as pedras da calçada.

"Smoke a joint?"

Mesmo que não se seja um adepto das drogas leves, a paragem numa das famosas coffeshops também é obrigatória, nem que seja para beber um chá de menta. Quando se entra o cheiro não engana ninguém. Os turistas, talvez inexperientes nestas coisas, riem-se que nem uns perdidos enquanto fumam erva. Os mais novatos ficam-se por um lanche de ‘space cakes’. Trabalho é trabalho e não nos podemos deixar levar pelo espírito turístico. Fica para a próxima.

Quando chegamos a casa à noite (uma expressão que sabe bem quando não estamos no nosso país) já Joris está a preparar uma tarte de vegetais para o jantar. Sabe que o nosso orçamento é reduzido e insiste em oferecer-nos a últimas refeição na Holanda. Em toda a casa reina o caos. O típico hábito português de ter a casa impecável quando se recebe alguém não se adapta a este holândes. Papéis, garrafas e caixas ‘decoram’ o chão da casa. Na cozinha amontoa-se uma pilha de loiça. Tenho de me conter para não meter as mãos à obra

Pelo serão fora conta-nos que conheceu a namorada no ‘couchsurfing’: “darmos a conhecer a intimidade da nossa casa pode dar azo a estas coisas”. O amor não escolhe lugares e agora estão separados pelo oceano… é que a namorada vive no Canadá.

Este texto está a ser escrito do aeroporto de Eindhoven, enquanto esperamos para embarcar no voo de apenas 19,90€, da Wizzair, que nos vai levar até Budapeste. Já  fiz algumas contas a estes seis dias em duas  das mais caras cidades da Europa e o saldo não é ainda demolidor... amanhã publico  a lista detalhada! O cansaço também já se faz sentir mas a vontade de conhecer mais duas cidades europeias faz-nos esquecer rapidamente as dores nas costas.

Cidadão Repórter

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