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Expresso

Diário de um repórter do EXPRESSO em São Tomé

Sondagem pioneira

Pela primeira vez na história de São Tomé, veio a público uma sondagem, «feita sabe-se lá com que critério», confessou um diplomata estrangeiro.

A CAMPANHA presidencial em São Tomé e Príncipe decorre sem a «presença» das habituais sondagens - tão características em Portugal -, sempre prontinhas a entupir mais uma páginas de jornal, em vésperas do povo ir a votos.

Neste país africano, não há ninguém que as faça. Ou melhor, não havia. Há duas semanas, surgiu a primeira, «feita sabe-se lá com que critério», confessou um diplomata estrangeiro radicado na capital, ao EXPRESSO.

O estudo, que atribuiu 56% das intenções de voto ao Presidente Fradique de Menezes e 28% ao rival Patrice Trovoada, foi publicado no «Correio Semanal», um jornal com ligações ao Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), Partido que apoia Trovoada.

Os responsáveis da campanha de Fradique rejubilaram e, rapidamente, sublinharam o facto de ele ter sido divulgado por um órgão conotado com o candidato da oposição.

Ao EXPRESSO, fontes ligadas à direcção do «Correio Semanal» revelaram, no entanto, terem sofrido «pressões» para publicar o trabalho. Facto confirmado por um ex-governante. Certo é que, tendo em conta os comícios, a máquina da campanha de Fradique de Menezes mobiliza mais gente e parece estar mais preparada. «Tem mais poder de fogo», ironizou João Santos, um apoiante de Trovoada muito pouco convencido da vitória.