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Expresso

Diário de uma repórter do EXPRESSO no Afeganistão

Fim

Na rua a população deambula com mais descontracção. E as crianças, sem escola, brincam no pó a ver passar os carros militares.

O ÚLTIMO dia passado no Afeganistão levou-nos de volta para os patrulhamentos. O dia foi o mais certo para sair em Cabul: Sexta-feira, o dia de descanso e passeio dos afegãos. Na rua a população deambula com mais descontracção. E as crianças, sem escola, brincam no pó a ver passar os carros militares.

Numa missão privilegiada, dominou o contacto com o lado humano da guerra. As canetas, as bolas de futebol, os pratos e tudo e mais alguma coisa, criaram sorrisos inesquecíveis. Sorrisos de confiança e à vontade com as forças militares portuguesas. Sorrisos de esperança por um futuro que, acreditamos, talvez nunca chegue. Mesmo assim, é com eles que partimos para casa.

Com eles, e com o profundo reconhecimento pelo trabalho dos quase 150 comandos que acompanhámos e nos acompanharam, incansavelmente, durante 15 dias, e que provaram serem capazes de ultrapassar em profissionalismo, coragem, determinação e espírito de missão, a maioria das forças militares estacionadas no território. Um trabalho feito com o coração que, confessamos, nunca ter imaginado que pudesse ser a maior motivação para sair de Portugal e entrar a direito por um dos teatros de guerra mais perigosos do mundo.