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Expresso

O resgate de Portugal

Portugal vai pedir ajuda externa

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse ao 'Jornal de Negócios' que Portugal deve pedir já ajuda externa.Clique para visitar o dossiê O resgate de Portugal

O ministro das Finanças afirmou, em entrevista ao 'Jornal de Negócios' que Portugal deve pedir ajuda financeira à União Europeia. 

Clique para aceder ao índice do dossiê O resgate de Portugal O responsável admitiu, por escrito em respostas a perguntas do diário, que "é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu".    "Portugal foi irresponsavelmente empurrado para uma situação muito difícil nos mercados financeiros", disse o ministro, defendendo que "perante esta difícil situação, que podia ter sido evitada é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu em termos adequados à atual situação política."  Esta manhã o gabinete do primeiro-ministro negou que alguma entidade portuguesa tenha entregue um pedido formal de ajuda à Comissão Europeia, como avançou o 'Financial Times'.  Já durante a tarde, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, admitia que em defesa do interesse nacional, o Governo poderia ter de agir em matéria de financiamento externo.

Socialistas alertaram para ajuda

Também o líder parlamentar do PS afirmou que, num quadro de excecional degradação das condições de financiamento, o Governo de gestão poderia ter como resposta também excecional o recurso a um pedido de ajuda externa. O Estado colocou hoje no mercado 1.005 milhões de euros em dívida com maturidade em outubro deste ano e março de 2012, pagando nesta última um juro 5,902%, mais 1,571 pontos percentuais que na última emissão semelhante. Em declarações ao 'Jornal de Negócios', o ministro diz que o leilão de hoje "expressa bem a deterioração das condições dos mercados após a rejeição do PEC. A procura externa é bem menor e as taxas refletem o agravamento, sem precedentes, registado nas últimas semanas em virtude do aumento da incerteza que paira sobre o país". Curiosamente os juros da dívida estão a registar descidas significativas, segundo dados da Bloomberg. Os juros a 5 anos estão em 9,66%, enquanto os juros a 3 anos descem para 9,32%, e os juros a 10 anos para 8,53%.