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Euro em crise

PIB da Grécia vai baixar para os -4% em 2010

A Grécia reviu em baixa a sua previsão de crescimento económico em 2010. Esta é a primeira vez em 11 anos de história da moeda única europeia que um dos membros da zona euro precisa de ser salvo da bancarrota.Clique para visitar o dossiê Euro em crise

A Grécia reviu em baixa a sua previsão de crescimento económico em 2010 para -4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), contra os -2 por cento previstos anteriormente, anunciou hoje o ministro das Finanças, Georges Papaconstantinou.

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O ministro, que falava em conferência de imprensa após o conselho de ministros, afirmou que o país espera "regressar o mais depressa possível" a financiar-se no mercado para não ter de usar a totalidade da ajuda da União Europeia e do FMI prevista para os próximos três anos.

O valor total do pacote de ajuda para os próximos três anos vai ser anunciado em Bruxelas, após a reunião dos países da zona euro prevista para hoje, segundo o ministro.

Valor pode chegar aos €135 mil milhões

Na reunião de hoje do Executivo grego, Papaconstantinou adiantou todavia que esse valor deverá situar-se entre os 100 e os 135 mil milhões de euros.

A dívida pública do país, estimada em 133,3 por cento do PIB em 2010, vai atingir os 149 por cento em 2013 e começará a baixar em 2014, para os 144 por cento, disse.

O plano de austeridade grego prevê reduzir o défice das contas públicas para menos de 3 por cento do PIB até ao fim de 2014, para o que vão ser tomadas medidas que permitirão poupanças de 30 mil milhões de euros (11 por cento do PIB) até ao fim de 2012. Estas poupanças juntam-se aos 4,8 mil milhões já anunciados para 2010.

Ajuda inédita na Zona Euro

Com um défice atual de 13,7 por cento, o Governo grego espera reduzi-lo para os 8 por cento já em 2010, 7,6 por cento em 2011, 6,5 por cento em 2012, 4,9 por cento em 2013 e 2,6 por cento em 2014.

Entre as medidas já anunciadas contam-se a supressão dos 13.º e 14.º mês dos salários dos funcionários públicos e das pensões de reforma, a subida da taxa máxima do imposto sobre valor acrescentado (IVA) de 21 para 23 por cento e dos impostos sobre o álcool e o tabaco em 10 por cento, assim como o congelamento das contratações na função pública.

Esta é a primeira vez em 11 anos de história da moeda única europeia que um dos membros da zona euro precisa de ser salvo da bancarrota pela sua incapacidade para refinanciar a sua dívida nos mercados internacionais.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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