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Conferência Portugal em Exame

"Não podemos cruzar os braços para resolver os problemas"

Para Francisco Pinto Balsemão, esta crise revela que esquecemos o que aprendemos. "É preciso sair da encruzilhada e definir o caminho a seguir, mantendo-nos fiéis à esperança", afirmou na abertura da Conferência Portugal em Exame 2010.

Liliana Coelho (www.expresso.,pt)

Clique para aceder ao índice do dossiê Conferência Portugal em Exame Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa e chairman da Conferência Portugal em Exame 2010, defendeu hoje a necessidade de uma reforma do sistema financeiro.

"São muitos os empresários conscientes no país, que sabem que dificilmente conseguirão sobreviver se o sistema financeiro não funcionar, se a recessão e a paranóia dos défices orçamentais continuar, se a regulação não funcionar ou se os bancos não tiverem dinheiro para emprestar a tempo e horas", declarou Francisco Basemão na sexta reflexão anual da Exame subordinada ao tema"Dos Défices ao Desenvolvimento".

Segundo o responsável, esta crise que se prolonga desde 2007, revela que nos esquecemos o que aprendemos noutras crises. "Estávamos convencidos de que tínhamos saído de uma crise e entrámos noutra crise mais profunda", disse o empresário, sublinhando que "não podemos cruzar os braços e esperar que os outros resolvam os nossos problemas".

"É preciso sair desta encruzilhada e definir o caminho a seguir, mantendo-nos fiéis à esperança",afirmou.O patrão da Impresa apelou ainda a uma coordenação fiscal e orçamental da União Monetária. "Uma política fiscal comum é fundamental. Como é possível que, desde o início do euro, o aumento da função pública na Grécia e Irlanda tenha sido de 110% quando a média europeia foi apenas de 30%?", questionou.