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Aumento de impostos

Vem aí um aumento de impostos generalizado

Estão aí as medidas para pôr as contas em ordem: aumento de impostos, já este ano, para políticos, gestores, trabalhadores de conta de outrém e banca. Sobe o IVA, sobe o IRS. Clique para visitar o dossiê Aumento de impostos

Martim Silva (www.expresso.pt)

As medidas para controlar as contas públicas e fazer descer o défice já este ano para os 7 pontos (ao invés dos oito inicialmente previstos), forçadas por Bruxelas, vão obrigar a um agravamento generalizado de impostos já este ano.

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Delegações do PSD e do Governo têm estado toda a semana a negociar as medidas a apresentar. O acordo está praticamente fechado e Pedro Passos Coelho e José Sócrates devem mesmo encontrar-se amanhã, quinta-feira, para o selar.

Uma das medidas acordadas é um corte nos salários dos titulares de cargos políticos, gestores de empresas públicas, de entidades reguladoras e outras, que chegará aos 5%.

Na véspera Pedro Passos Coelho já tinha anunciado esta proposta, com um valor de 2,5%, entretanto revisto em alta.

Mas os cortes vão muito além dos salários dos políticos.

Poupança de €2100 milhões

De acordo com a TVI, já este ano a banca e grandes empresas vão sofrer um agravamento fiscal de dois e meio por cento.

A taxa máxima de IVA, actualmente nos 20%, sobe um ponto para os 21%. Mas também as restantes taxas de IVA, como a dos bens essenciais, a 5%, sobe um ponto. Igualmente acontece o mesmo à taxa intermédia de IVA, que também sobe um por cento.

E os trabalhadores por conta de outrém com salários até 2375 euros por mês (cinco salários mínimos nacionais) sofrem desde já um agravamento mensal de 1% nos impostos, através de uma taxa especial. Esse agravamento será de 1,5% para os salários acima do valor de 2375 euros.

O aumento de receita e os cortes na despesa permitirão uma poupança de 2100 milhões de euros, o que corresponde a 1,3% do PIB.