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Especial OPA

Sonae avisa accionistas da PT de manobras de bastidores

A menos de 24 horas da assembleia-geral a Sonaecom acusa a administração da PT, que antecipa para hoje reunião do conselho prevista para amanhã.

Uma carta aberta da Sonaecom dirigida aos accionistas da Portugal Telecom alerta que "a equipa de gestão da PT procurou por todos os meios impedir que a oferta finalmente chegasse ao escrutínio dos seus destinatários, utilizando os mais diversos expedientes dilatórios e esgrimindo os mais diversos expedientes dilatórios e tentando esgrimir todos os obstáculos legais que foi capaz de imaginar". Desta forma, segundo a Sonaecom, a administração da PT terá actuado "à margem dos deveres fiduciários que lhe incumbem perante a sociedade e os seus accionistas".

O texto aponta mesmo um caso concreto, alertando que "se prepara o reconhecimento do direito de voto a acções correspondentes a cerca de 1,8% do capital da PT, detidas pelo Barclays ao abrigo de um 'equity swap', bem como as acções detidas pelos fundos de pensões da PT, geridas por uma sociedade controlada pela PT, e cujo presidente é simultaneamente vice-presidente da comissão executiva da PT: num caso e no outro, de acordo com a lei, o regime que se lhes aplica é o das acções próprias, às quais naturalmente não corresponde um direito de voto". O documento não nomeia, mas o administrador em causa é Zeinal Bava, simultaneamente presidente da TMN.

Na sequência destes alertas, a Sonaecom decidiu que vai apresentar amanhã na assembleia-geral uma proposta para que o ponto quatro (permissão para que a Sonaecom tenha mais de 10% do capital da PT) seja votado antes do ponto três (desblindagem dos estatutos). "A Sonaecom considera que a expressão clara do sentido da vontade da maioria é um passo da maior importância para a clarificação do processo", afirma o comunicado.

A administração da PT, entretanto, antecipou para hoje uma reunião do conselho que esteve prevista para acontecer amanhã de manhã, antes da assembleia. O dia foi marcado aind apelos rumores de que a Caixa Geral de Depósitos vai votar contra a OPA da Sonae e pelas críticas do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, às declarações do presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários sobre a operação.