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Assembleia geral da PT enfrenta novas dúvidas

Menezes Cordeiro quer dar por encerrada a guerra de comunicados com o regulador do mercado de capitais.

A verificação da informação enviada pelos accionistas e pelos seus intermediários financeiros está a apresentar algumas discrepâncias, segundo informações do presidente da mesa da assembleia-geral da PT ao Expresso.

António Menezes Cordeiro explica que em alguns casos, "ainda que marginais", a percentagem detida por alguns accionistas não corresponde exactamente à informação enviada pelas instituições financeiras aos serviços de registo dos investidores que pretendem comparecer à assembleia-geral que vai decidir do futuro da Portugal Telecom.

A polémica continua, assim, a cercar a realização da reunião magna dos accionistas da PT, que se encontram esta sexta-feira em Lisboa para discutir o fim da limitação dos direitos de voto dos accionistas na empresa. Esta é uma condição prévia para que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom sobre a PT possa avançar.

Menezes Cordeiro diz que uma equipa de 25 pessoas continua a proceder à verificação da "imensa documentação" enviada pelos accionistas e que a percentagem definitiva do capital da PT que deverá estar presente na assembleia só será conhecida na quarta ou quinta-feira, mas que, até ao momento, tudo continua a apontar para que cerca de 60% do capital se faça representar.

Questionado ainda sobre a polémica que o separa da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre o prazo até quando os accionistas poderão desbloquear as suas acções e vender os títulos no mercado, Menezes Cordeiro afirma ter pedido a opinião de alguns jurisconsultos "totalmente independentes", e que as respostas deverão chegar ainda hoje. Mas o presidente da assembleia é claro: "Não gostaria de continuar com uma guerra de comunicados". Tudo porque, na última semana, Menezes Cordeiro e o regulador travaram uma batalha pela definição de interpretações quanto à altura definitiva em que os accionistas da PT podem ordenar a venda das suas acções.

A CMVM quer se cumpra a prática geral das vendas poderem ser realizadas até à véspera da assembleia, mas Menezes Cordeiro entende que, uma vez bloqueadas as acções, não podem ser vendidas para além de cinco dias antes da reunião.