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Caos na Independente

20 milhões desaparecem da SIDES

Uma queixa-crime apresentada hoje no DCIAP acusa oito pessoas, entre as quais o ex-vice-reitor Rui Verde e o sócio Amadeu Lima Carvalho, de falsificação de documentos e de lavagem de dinheiro.

Uma queixa-crime produzida por Rodrigo Santiago e entregue hoje no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) acusa Rui Verde e Amadeu Lima Carvalho, ambos sócios fundadores da SIDES (dona da Independente), de se terem aproriado de mais de 20 milhões de euros durante 2000 e 2006. A queixa – subscrita à cabeça pelo reitor Luíz Arouca, que esta semana destituíu Rui Verde do cargo de vice-reitor e de presidente da SIDES – acusa os dois accionistas fundadores da Independente de branqueamento de capitais, falsificação de documentos (desde acções da empresa a títulos académicos), gestão e insolvência danosa e burla.

Além da SIDES, a acusação menciona outras alegadas vítimas como uma irmã do próprio Amadeu Lima Carvalho e a ex-mulher e uma filha de Luís Arouca. O ministro da Educação de Angola surge também como um dos lesados dos negócios de Rui Verde e Lima Carvalho. Este último admitu ao Expresso ter sugerido a amigos e familiares que entregassem quantias elevadas a Rui Verde, quem como contrapartida "remunerava" os clientes com uma taxa de 20% ao ano. No processo judicial interposto pela irmã de Amadeu Lima Carvalho contra Rui Verde e a que o Expresso teve também acesso, surge claramente o esquema da pirâmide, usado pela famosa Dona Branca. Rui Verde desmente tudo e diz que os processos que entregou nos tribunais tratarão de clarificar tudo.

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