Siga-nos

Perfil

Expresso

Mundial - 2010

Ronaldo justifica-se com a "tristeza"

Capitão da seleção nacional explicou a frase polémica proferida após a derrota frente à Espanha, em comunicado publicado no site da Gestifute. Clique para aceder ao dossiê Mundial-2010

O "capitão" da seleção portuguesa de futebol, Cristiano Ronaldo, evitou hoje abordar a eliminação de Portugal do Mundial de 2010 e pediu para direcionaram as perguntas sobre o afastamento para o selecionador.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ Mundial-2010 O jogador português passou rapidamente pela zona mista, pediu desculpa por não falar porque estava "a quente" e, depois, já longe dos jornalistas lusos, e quando questionado sobre as explicações para a eliminação, deixou no ar a seguinte mensagem: "Falem com Queiroz". O jogador abandonou depois a zona mista, em direção ao autocarro da equipa. Portugal perdeu 1-0 com Espanha e foi afastado nos oitavos de final do Mundial de 2010, na África do Sul.

Ronaldo diz sentir-se "destroçado e com tristeza inimaginável"

Cristiano Ronaldo justificou, mais tarde, a sua reação no final do jogo com a Espanha, para o Mundial de futebol, no qual Portugal perdeu por 1-0, com o facto de se sentir "destroçado e com uma tristeza inimaginável".

O avançado do Real Madrid, quando confrontado pelos jornalistas, após o jogo, a comentar a derrota, remeteu para o selecionador: "Perguntem ao Carlos Queiroz".

"Espero que não sejam criados fantasmas onde eles não existem. Sinto-me destroçado, completamente desolado, frustrado e com uma tristeza inimaginável", explicou, em declarações publicadas no site da Gestifute, empresa do empresário Jorge Mendes, que gere a sua carreira.

Ronaldo considera que a frase que proferiu é "simples e inocente", mostrando-se estupefacto com as reações que suscitou, respondendo diretamente a um comentário de António Simões que integra a equipa técnica de Carlos Queiroz, para quem "um capitão tem uma responsabilidade acrescida".

"Assumirei as minhas responsabilidades"

"Sei que sou o 'capitão', sempre assumi, como assumirei as minhas responsabilidades, mas naquele momento não conseguiria dizer mais do que três ou quatro frases lúcidas", disse Ronaldo, a tentar justificar a frase que proferiu aos jornalistas.

Chega mesmo a explicar que, quando disse para perguntarem ao selecionador, fê-lo porque este "estava na conferência de imprensa" e os jornalistas podiam "escutar as suas explicações", em vez de lhe perguntarem a ele, que não se sentia em condições "para dizer o que quer que fosse".

Lembra que "é um ser humano", que está a "sofrer" e que tem o direito de "sofrer sozinho", jamais lhe passando pela cabeça que a "frase inocente" que proferiu provocasse "tanta polémica", solicitando, a terminar: "Não se encontrem fantasmas onde não existem ou casos que não são casos".