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Expresso

Mundial - 2010

"Queremos o Cristiano Ronaldo a pagar as propinas"

A presença da seleção portuguesa de futebol na Covilhã não passa ao lado do fenómeno das redes sociais na Internet, onde foram criados vários grupos, dos mais informativos aos irónicos ou humorísticos.

A presença da seleção portuguesa de futebol na Covilhã não passa ao lado do fenómeno das redes sociais na Internet, onde foram criadas várias páginas relacionadas, das mais informativas às irónicas ou humorísticas. 

"Queremos o Cristiano Ronaldo a pagar as propinas de todos os alunos da UBI" ou "Eu vi a Covilhã ser arranjada graças à passagem da seleção", que graceja com os arranjos urbanísticos feitos na cidade nas últimas semanas, são duas das páginas no Facebook

O primeiro grupo alusivo foi o "Selecção Nacional na Covilhã - Vou Apoiar", que conta com a adesão de 2500 pessoas e onde são colocadas informações retiradas de órgãos de comunicação social. Há também a página oficial, "Eu Sou 5 Estrelas", promovida pela autarquia. 

Emanuel Duarte, estudante da Universidade da Beira Interior, criou a página onde pede que o mais mediático jogador português lhe pague as propinas após uma conversa com amigos, para "ironizar com o facto de se criarem grupos sem nexo no Facebook". 

"Brincadeira"

"É apenas uma brincadeira, mas ao mesmo tempo uma ironia ao fosso entre famílias e estudantes com dificuldades em pagar as altas propinas, enquanto o Cristiano Ronaldo recebe um salário exorbitante que lhe permite comprar quase tudo o que é material", sublinha Emanuel Duarte. 

A página é "uma brincadeira à qual as pessoas acham graça e comentam", refere o autor. "Tenho a certeza que o Cristiano Ronaldo ia dar uma das suas gargalhadas típicas se tivesse conhecimento deste grupo", que conta com mais de 400 membros, acrescentou. 

Investimento na Covilhã terá retorno?

Pedro Pereira decidiu partilhar na Internet o "ridículo" de algumas obras feitas nos últimos dias e o transtorno causado no trânsito.  

"Esperava ter alguma adesão, mas não pensei que tanta gente estivesse atenta a estas intervenções na cidade", realça. Atualmente juntaram 1300 pessoas a este grupo. 

O estudante questiona se o investimento feito para trazer a equipa das quinas a estagiar na Covilhã terá retorno e acrescenta: "Este grupo não critica as obras que se têm feito, apenas a forma como foram feitas, apressadamente, e o contexto". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.