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Expresso

Mundial - 2010

A derrota dos "idiotas" franceses

Raymond Domenech não esconde o peso da derrota junto do banco francês, durante o jogo com o México

Martin Meissner/AP

Depois da derrota com o México, o jornal "L'Équipe" chama impostores e estúpidos ao treinador Raymond Domenech e aos futebolistas franceses, onde ninguém se entende.

Daniel Ribeiro, correspondente em Paris (www.expresso.pt)

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Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades. Afinal, Raymond Domenech, chamado de arrogante, teimoso e ignorante pelo jornal desportivo "L'Équipe", terá isolado os jogadores no hotel-bunker mais luxuoso da África do Sul porque não queria que se soubesse que ninguém se entende no seio da equipa onde, segundo alguns repórteres, até o racismo se desenvolveu.

O seleccionador é responsabilizado pela derrota de ontem - teimou em alinhar Anelka, Govou e Ribéry depois de se ter comprovado desde os jogos de preparação que nenhum dos três avançados estava em forma - mas, mais grave do que isso, é acusado de ter permitido uma grave desunião no grupo de seleccionados. E também de ter isolado a equipa dos adeptos e dos franceses em geral.

Ribéry é descrito como sendo um chefe tribal, criticado por ter conseguido afastar o médio Gourcuff da equipa de ontem, por ter relações pessoais execráveis com o avançado Anelka e de ter favorecido o surgimento de três clãs rivais - "um negro, um árabe e um branco", diz-se - na selecção.

"Miúdos estúpidos"

O "L'Équipe" chama-os "impostores" na sua manchete de hoje por terem sempre dito que tudo corria bem na equipa quando era exactamente o contrário que acontecia. "Domenech e os seus jogadores constituíram um conjunto que podemos qualificar de miúdos idiotas e estúpidos que não compreendem o mundo em que vivem nem se calhar algum dia compreenderão, que não podem compreender, por serem imbecis, a responsabilidade de representar um país numa competição com esta", escreve esta manhã Fabrice Jouhaud, director do jornal.

Sobre o isolamento da selecção francesa na África do Sul - que apenas abriu um treino a uma centena de adeptos por imposição da FIFA e tem vivido o resto do tempo fechada num hotel onde cada quarto custa 600 euros por dia -, toda a gente tem criticado Raymond Domenech asperamente.

"Nunca vi tão pouco amor dos adeptos e da França à volta da nossa selecção, tão pouco amor no campo entre os protagonistas", disse o antigo seleccionador Michel Hidalgo. "Sem amor, sem amor pelo próprio jogo de equipa, sem provas de afecto entre todos no terreno, nada funciona", acrescentou.

Pelo seu estilo de comunicação arrogante e acintoso, frequentemente maldoso, Raymond Domenech está no banco dos réus. Muitos jogadores igualmente, por falhas de "carácter", segundo "L'Équipe". 

Os franceses - que não acreditam num milagre na última jornada e, hoje, lembram o "milagre" da qualificação com a mão de Henry contra a Irlanda - esperam agora por Laurent Blanc, já nomeado novo seleccionador, para construir uma nova equipa para o futuro.