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Expresso

Os dias de brasa no BCP

Novo presidente quer sintonia no BCP

Fundador recusa assumir qualquer responsabilidade na crise que se instalou no banco. Filipe Pinhal quer trabalhar em sintonia com toda a gente.

Jardim Gonçalves disse compreender e respeitar a renúncia de Paulo Teixeira Pinto, mas negou que este tivesse sido pressionado a sair. O presidente do conselho geral e de supervisão recusou também assumir qualquer responsabilidade na crise que marcou o dia-a-dia do BCP nos últimos meses.

Em conferência de imprensa realizada hoje pelas 20h, no edifício do Tagusparque, em Oeiras, disse ainda que o facto de Filipe Pinhal ter passado a exercer as funções de presidente era "um momento de grande privilégio para todo o banco".

Filipe Pinhal, que entrou para o BCP no ano da abertura, em 1986, assume o cargo na medida em que os estatutos determinam que em caso de renúncia do presidente, é o vice-presidente eleito há mais tempo a assumir o cargo. Membro do conselho de administração desde 1988, assume o cargo de vice-presidente do banco há nove anos.

A renúncia de Teixeira Pinto à presidência do BCP - assim a como todos os outros cargos que desempenhava no banco - não era esperada para já, embora fosse vista pelos accionistas que se lhe opunham como a única forma de resolver a crise que se arrastava há pelo menos quatro meses.

Jardim referiu que o Conselho Geral e de Supervisão, a que preside, assumirá e intensificará os esforços e contactos para uma convergência com vista à coesão no banco.

Já Filipe Pinhal disse que trabalhará em plena sintonia com todos os órgãos sociais de forma a superar todas as dificuldades por que o banco tem passado. E disse contar com o apoio de todos os membros do conselho de administração.