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Expresso

Os dias de brasa no BCP

"É impossível acordo com Jardim Gonçalves"

Decisão do presidente da mesa da Assembleia Geral sobre proposta de alargamento do conselho de administração esperada ainda para hoje

A hipótese de acordo entre as duas partes em confronto no BCP, antes da Assembleia Geral (AG) de 6 de Agosto, é liminarmente rejeitada pelos apoiantes de Paulo Teixeira Pinto, presidente do banco. Fonte do grupo de accionistas que apoia Teixeira Pinto disse ao Expresso que já foram esgotadas todas as hipóteses de entendimento com o lado afecto a Jardim Gonçalves, o presidente do conselho geral e de supervisão.

"Já todas as soluções foram tentadas. Até agora Jardim Gonçalves recusou qualquer hipótese de entendimento. Do nosso lado consideramos que já não há nada a fazer", disse aquela fonte.

Nos últimos dias surgiram indicações de uma tentativa de aproximação entre os dois lados para evitar a confrontação na AG. Os apoiantes de Teixeira Pinto estranham ainda que o presidente da mesa da AG esteja a demorar tanto tempo a decidir se aceita ou não a proposta de alargamento do conselho de administração do banco. Germano Marques da Silva recebeu dois pareceres jurídicos na segunda-feira à noite e estará neste momento a decidir se aceita ou não a proposta. "Esperamos que ainda hoje nos seja comunicada a decisão".

Hoje as acções do banco perderam 2,66%, fechando nos 3,66 euros, num dia em que praticamente todas as empresas da Bolsa estiveram a cair. Foram negociadas 23,4 milhões de acções.