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Expresso

Os dias de brasa no BCP

BCP continua sem solução

Jardim Gonçalves tinha a vitória praticamente assegurada mas o sistema informático voltou a falhar, levando à interrupção dos trabalhos.

A crise no BCP vai manter-se pelo menos até 27 de Agosto, data em que será retomada a Assembleia Geral (AG) do banco, que hoje foi interrompida devido a problemas informáticos na contagem de votos.

Esta data era a segunda avançada na convocatória da AG, caso não fosse possível reunir hoje. O presidente da mesa da AG, Germano Marques da Silva, justifica esta data com o facto de não haver sala disponível no Porto até 16 de Outubro.

Alguns advogados presentes na AG colocaram algumas dúvidas sobre este dia. Em declarações aos jornalistas, o advogado Luís Cortes Martins diz que não há, no entanto, qualquer problema com a suspensão da AG. E explicou que não é possível introduzir novos pontos na ordem de trabalhos mas apenas propostas que se enquadrem nos pontos já existentes.

A nova AG permitirá assim que novos accionistas estejam presentes pelo que a contagem de espingardas poderá manter-se até 27 de Agosto. Na AG de hoje previa-se que Jardim Gonçalves saísse vencedor, com a aprovação da proposta de manutenção do número de membros do conselho de administração e do conselho geral e de supervisão.

Joe Berardo, que tem 6% do banco, referiu que o que se passou na AG, que encerrou por volta das 20 horas, foi uma "brincadeira" e uma "vergonha" para o BCP e criticou a forma como o presidente da mesa da AG conduziu os trabalhos. Considerou ainda que o facto de os votos do Fortis não terem sido contados correctamente foi um escândalo. E diz ainda que irá amanhã falar com Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto para tentar encontrar uma solução. "Este adiamento é mau para toda a gente", afirmou.

Salvador Guedes, presidente da Sogrape, resumiu o que, em sua opinião, se passou hoje: "Foi uma tarde perdida".