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Expresso

Os dias de brasa no BCP

Assembleia do BCP em risco de não se realizar

Cabe ao presidente da mesa decidir se coloca à votação o fim dos trabalhos logo no início da AG.

A associação de investidores ATM vai propor no dia 27 de Agosto que a Assembleia Geral (AG) do BCP não se realize. De acordo com João Cordeiro, advogado e técnico da associação, a ideia é propor, logo na abertura dos trabalhos, que a AG, que é a continuação da que teve de ser interrompida no dia 6 por problemas informáticos, seja declarada encerrada antes de se passar à ordem de trabalhos.

João Cordeiro, advogado e técnico da ATM, considera que o risco de impugnação é muito elevado devido à decisão do presidente da mesa da AG, Germano Marques da Silva, de suspender a AG, retomando-a no dia 27. E em face desse risco considera que o mais sensato é pura e simplesmente encerrar os trabalhos, convocando mais tarde uma outra assembleia. Desta forma eliminar-se-iam as dúvidas jurídicas que estão hoje em cima da mesa.

Já hoje pela manhã Joe Berardo disse que ainda está a decidir o que fazer em relação à AG de segunda-feira. O empresário admite nem sequer ir à assembleia, por considerar que a suspensão decretada por Germano Marques da Silva não foi legítima. Berardo, que já tem 6,8% do banco - sendo o maior accionista individual - espera que até segunda-feira se encontre uma solução para resolver o clima de confronto que está a minar o banco desde o final de Abril.

Caberá agora ao presidente da mesa decidir se aceita colocar à votação dos accionistas o encerramento da assembleia logo no início dos trabalhos.

As acções do BCP fecharam hoje a subir 2,62%, fechando nos 3,52 euros. Foram negociadas 16,3 milhões de títulos.