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Expresso

Os dias de brasa no BCP

Apoiantes de Teixeira Pinto falam com La Caixa

Accionistas que apoiam presidente do BCP sugeriram que o banco catalão compre a posição que o BPI tem no BCP.

Apoiantes do presidente do BCP, Paulo Teixeira Pinto, contactaram o La Caixa sugerindo que este banco catalão compre a participação que o BPI tem no BCP. O La Caixa é o maior accionista do BPI, com 25%, e foi determinante para o insucesso da oferta pública de aquisição (OPA) hostil lançada pelo BCP sobre o BPI, em Março do ano passado.

O La Caixa tem vindo a dar indicações de que quer aumentar a sua presença em Portugal. Actualmente tem autorização para reforçar até 33% no capital do BPI. E uma junção dos dois bancos, BCP e BPI, só será possível com o seu apoio.

A hipótese de ficar com os 8,5% que o BPI tem no BCP vem relançar o tema de uma eventual fusão amigável entre os dois bancos. Quer Paulo Teixeira Pinto, quer Jardim Gonçalves, presidente do Conselho Geral e de Supervisão do BCP, não descartam esta hipótese. Ontem, em entrevista à SIC-Notícias, Teixeira Pinto disse que um cenário de fusão com o BPI é sempre desejável. "A solução fazia sentido no passado, faz sentido no presente e fará sentido no futuro. Se possível, amigável", acrescentou.

Do lado do BPI, verificou-se recentemente uma evolução da posição relativamente ao BCP. O banco deixou de classificar a participação que tem no BCP como meramente financeira, conferindo-lhe agora "valor estratégico". E Fernando Ulrich, presidente do BPI, disse na semana passada que o BCP tem potencial e que, se a situação de guerra civil a que se assiste não mudar, "alguém há-de explorar esse potencial".

Ontem, no entanto, o presidente do BCP fez saber que não aceitaria trabalhar com Fernando Ulrich, devido às "declarações infelizes" que este proferiu sobre si.

As acções do BCP fecharam hoje nos 3,63 euros, a cair 0,82%. Foram negociadas 12,4 milhões de acções, o volume de transacções mais baixo desde 11 de Junho.