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Expresso

Os dias de brasa no BCP

Accionistas chegam a acordo no BCP

Solução transitória passa por aumento do número de membros do conselho geral e de supervisão de 11 para 15.

Os accionistas do BCP conseguiram chegar a um acordo para a próxima Assembleia Geral (AG) que passa pelo alargamento do Conselho Geral e de Supervisão, órgão que tem como função fiscalizar a administração do banco.

A solução passa pela eleição de quatro novos membros: António de Sousa, ligado à JP Morgan, o professor universitário Alberto Castro, o presidente da EDP António Mexia e Marc Bellis, ligado ao banco belga-holandês Fortis.

Será assim avançada uma proposta de alargamento e nomeação destes quatro membros já na segunda-feira, dia em que será retomada a AG que foi suspensa no dia 6 de Agosto.

Esta solução de compromisso permite uma saída airosa para todos os accionistas que têm estado em confronto nos últimos quatro meses, mas não resolve o problema de fundo no banco – a divisão da administração e a influência de alguns accionistas – embora a aproximação entre accionistas seja um importante sinal de que pretendem encontrar uma solução duradoura para o banco.

O esvaziamento da AG de 27 de Agosto deverá, assim, levar à retirada dos pontos 1 e 2 da ordem de trabalhos (alteração dos estatutos com a consequente adopção do modelo monista). Esta proposta foi feita por um grupo de sete accionistas (Joe Berardo, Diogo Vaz Guedes, Manuel Fino, Vasco Pessanha, João Pereira Coutinho, Bernardo Moniz da Maia e Filipe de Botton), os mesmos que propuseram também o alargamento do conselho geral e de supervisão dos actuais 11 para 24 membros. Esta proposta deverá também ser retirada, de forma a permitir a eleição dos novos quatro membros.

Após a AG os accionistas terão de voltar a sentar-se à mesa para encontrar uma lista de consenso, tendo em conta que o mandato da actual administração termina no final do ano.

A iniciativa de chegar a um consenso partiu da Teixeira Duarte, que conduziu um processo de negociação com alguns dos principais accionistas do banco, nomeadamente a Eureko, Fortis, EDP, Sabadell e BPI. O acordo também terá o aval do grupo dos 7.