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Expresso

Red Bull Air Race no Porto

Localização espectacular, mas traçado pouco interessante

O percurso da etapa portuguesa não entusiasma os pilotos, mas nem por isso o público deixou de afluir às duas margens do rio Douro para ver a espectacular corrida contra o relógio. Foi a maior enchente do ano numa sessão de qualificação da prova.

Espectacular na localização mas pouco interessante no traçado. Foi assim que os pilotos da Red Bull Air Race (RBAR) definiram hoje ao Expresso o traçado da etapa portuense da prova. A explicação para a falta de entusiasmo em relação ao percurso está na morfologia da zona do rio Douro escolhida para a competição, entre a Ponte D. Luís e o viaduto de Massarelos.

"Como o rio é muito estreito, não há muitas curvas. É sempre a acelerar em linha recta, com apenas três loops. A técnica do piloto não é aqui um factor", explicou, no final da prova, o actual líder da campeonato, Mike Mongold.

O americano, que é piloto comercial da American Airlines e venceu a RBAR em 2005, não foi além do sexto tempo nas duas sessões de qualificação de hoje. O melhor registo foi conseguido pelo actual campeão do Mundo, Kirby Chambliss, que percorreu as duas voltas do percurso em 1:10.49.

"A pista é pouco interessante do ponto de vista técnico", admitiu também o britânico Nigel Lamb, que registou o oitavo tempo da qualificação. "O que a torna especial é a sua localização, sempre a descer para o vale". "É uma zona fantástica", concordou o húngaro Peter Besenyei, considerado o pai da RBAR, e que não foi além do quinto melhor tempo. Já o espanhol Alejandro Maclean, 12.º no final da qualificação (e último a garantir a presença na prova de amanhã) depois de alguns problemas no motor do seu Edge 540, mostrou-se mais frio na sua apreciação ao percurso. Não é a minha pista favorita", afirmou. "É sempre em frente, quase em linha recta".

250 mil nas margens do Douro

A "prémiere" em Portugal da RBAR, tida como a F1 dos céus, está a ser um verdadeiro sucesso de assistência. Segundo a organização, 250 milhares de pessoas ocorreram esta tarde às duas margens do rio Douro para ver a qualificação para a corrida de amanhã. É a maior enchente da prova durante uma sessão de treinos, decorridas que estão sete etapas. A corrida do Porto é a oitava de 10 paragens da competição, que termina a 4 de Novembro em Perth, na Austrália.

Às 13h00, uma hora e meia antes do início da primeira sessão de qualificação, já as duas margens do Douro, sobretudo nas zonas da Ribeira do Porto e do Cais de Gaia, se enchiam de uma multidão entusiasta, ansiosa por ver a perícia e o sangue frio dos 13 pilotos que competem este ano.

Com os principais acessos às margens do rio condicionados pela enorme afluência de público, muitos curiosos optaram por concentrar-se junto ao Queimódromo, onde os aparelhos estão estacionados, para assistir à partida dos aviões.

Amanhã, dia da corrida, são esperadas mais 600 mil pessoas no Porto e em Gaia. A prova tem início às 13h00 com a primeira eliminatória, seguindo-se os quartos-de-final, a meia-final e a final, prevista para as 16h24.