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Vulcão pára aviões

Nuvem de cinza só obriga a desvio de rotas

A nuvem de cinzas que entrou na quarta feira no espaço aéreo português não constitui qualquer problema para o tráfego, garantiu Sofia Azevedo, diretora de comunicação e imagem da NAV Portugal. Clique para visitar o dossiê Vulcão Pára Aviões

A aproximação de nuvens de cinzas do vulcão islandês a Portugal Continental durante o dia hoje deverá provocar apenas alterações às rotas de tráfego aéreo no espaço nacional, informou a NAV Portugal.

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Sofia Azevedo, diretora de comunicação e imagem da NAV Portugal, a entidade responsável pelos serviços de tráfego aéreo no espaço aéreo português, adiantou à Lusa que a nuvem de cinzas que entrou na quarta feira no espaço aéreo português se deslocou para sul/sudoeste e "deve atingir o litoral sul, mas pela densidade não constitui qualquer problema para o tráfego, por isso não será criada uma área proibida para a realização de voos".

Já na região de informação de voo da ilha açoriana de Santa Maria - que, com a de Lisboa, integra as duas áreas em que se divide o espaço aéreo nacional -, "não vai haver qualquer tipo de alteração de tráfego" nos voos inter-ilhas, enquanto nos voos transatlânticos "a aproximação da nuvem pode provocar alguns desvios ao tráfego", essencialmente desvios de rotas.

Quanto a cancelamentos de voos, Sofia Azevedo assevera que só ocorrerão devido à existência de condições de risco nos países de origem dos voos e que, até ao momento, a NAV Portugal não foi informada pelos operadores de qualquer anulação de voo no espaço aéreo nacional.

Rotas alteradas

Até às 00h00 de hoje, as previsões da NAV Portugal apontam para "a entrada na região norte de informação de voo de Lisboa de uma nuvem com maior densidade, essa sim poderá levar à criação de uma zona perigosa para voos".

"De qualquer forma, é bom ter em atenção que é uma pequena área e implica, se tudo se mantiver como previsto, apenas desvios de rota", afirmou Sofia Azevedo.

A NAV Portugal vai fazer uma nova atualização da informação pelas 13h00.

Caos sem precedentes

Desde abril que o vulcão islandês Eyjafjöll, localizado num glaciar do sul da Islândia, se encontra em actividade, emanando uma nuvem de cinzas que provocou já o encerramento do espaço aéreo de vários países da Europa, entre 14 e 21 de abril.

A situação causou um caos sem precedentes na história da aviação civil e prejuízos estimados na ordem dos 2,5 mil milhões de euros.

O vulcão islandês encontra-se, novamente, numa "fase explosiva", de acordo com meteorologistas e geofísicos, ao ponto de o espaço aéreo da Irlanda ter sido encerrado pela terceira vez em três dias.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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