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Expresso

Nova crise em Gaza

"Os israelitas têm ainda 500 pessoas detidas"

O Expresso entrevistou Adam Shapiro, director da organização "Free Gaza Movement" nos EUA, e revela detalhes dos confrontos de segunda-feira entre activistas e comandos israelitas. Clique para aceder ao índice dodossiê Nova crise em Gaza

Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA (www.expresso.pt)

Esta manhã, Adam Shapiro respirou de alívio ao receber o telefonema da mulher. Huwaida Arras, cidadã americana de origem palestiniana, viajava no Miva Marmara, o navio que foi palco dos confrontos entre membros do grupo "Free Gaza Movement" (FGM) e comandos israelitas. "Não sabia o que lhe tinha acontecido. Hoje, chegou em segurança a Ramallah, Cisjordânia, de onde me ligou. Pese as várias nódoas negras, está bem".

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Shapiro é um dos directores do FGM. Em Julho, teve a mesma experiência, quando viajava a bordo de um navio em direcção a Gaza, em mais uma missão humanitária. "Fomos interceptados em águas internacionais. Foi tudo igual: comandos a aparecerem do nada, agressões, disparos. Felizmente, dessa vez, ninguém morreu".

Natural de Nova Iorque, este cineasta de 38 anos denuncia que o exército israelita tem ainda 500 pessoas detidas. "Muitos estão a ser interrogados".

"Passei pelo mesmo. Depois de termos sido detidos, estivemos 10 dias na base militar de Ramly. Tentaram interrogar-nos, mas recusámos sempre colaborar. No geral trataram-nos bem. As agressões aconteceram apenas em alto mar".

Adam Shapiro confirmou ao Expresso a informação de que há mais dois navios a caminho de Gaza, transportando cimento, medicamentos e outros produtos, alguns considerados "proibidos" pelos israelitas: "é o caso dos tubos de plástico que levamos para reparar a rede de saneamento".

Mais pomenores desta entrevista ao Expresso serão publicados na edição impressa do próximo sábado.