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Expresso

Nova crise em Gaza

Novo confronto à vista ao largo de Gaza

Será desta que um navio vai furar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza?

Uriel Sinai/AP

O navio irlandês "Rachel Corrie" está a pouco mais de 134 milhas (215 quilómetros) da zona de exclusão (20 milhas) determinada por Israel. Clique para aceder ao índice do dossiê Nova crise em Gaza

Um cargueiro irlandês com ajuda humanitária deverá voltar a tentar, amanhã de manhã (sábado), furar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza, informou uma activista pró-palestiniana. Ontem, o primeiro-ministro israelita já garantiu que a embarcação não alcançará terra.

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A acontecer, será a segunda vez esta semana que embarcações com ajuda humanitária serão impedidas de descarregar no porto de Gaza. Na segunda-feira, uma frota composta por seis navios foi alvo de uma operação militar israelita da qual resultaram nove mortos.

Em declarações a partir de Nicósia (capital do Chipre), a porta-voz da organização Libertem Gaza, Greta Berlin, confirmou à agência norte-americana Associated Press (AP) que o navio "Rachel Corrie" (de 1.200 toneladas) se dirige para Gaza e que não faz intenção de parar.

"Ficaremos sentados"

Entre os 11 passageiros encontra-se a Prémio Nobel da Paz, Mairead McGuire, e o antigo responsável na ONU pelo Programa Petróleo por Alimentos no Iraque, Denis Halliday.

Contactada pela AP, Mairead McGuire disse que não irão resistir aos militares israelitas, caso estes decidam voltar a intervir.

"Ficaremos sentados. Provavelmente seremos presos, mas não resistiremos", afirmou McGuire.

Entretanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já informou os seus ministros de que o navio será impedido de atracar em Gaza. O chefe do governo terá feito diversas propostas à tripulação para descarregarem num porto israelita de onde as mercadorias, depois de inspeccionadas, seriam transportadas por terra para Gaza. Até ao momento, tais propostas foram rejeitadas.

Rachel Corrie foi uma activista norte-americana morta em Gaza em 2003, quando tentava impedir que uma escavadora demolisse a casa de uma família palestiniana.

Foi em sua homenagem que o cargueiro irlandês foi agora rebatizado.