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Nova crise em Gaza

Israel rejeita investigação ao ataque à frota humanitária

Israel rejeitou hoje uma resolução do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) que aprova uma investigação internacional sobre o ataque israelita contra uma frota humanitária que se dirigia a Gaza. Clique para aceder ao índice do dossiê Nova crise em Gaza

"A autoridade do Conselho, que é obsessiva uma vez mais contra Israel, chegou a zero absoluto", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Yigal Palmor, em Jerusalém, acrescentando que o Conselho não tem "autoridade moral".

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Segundo Palmor, países como a "República do Djibuti, Paquistão, Cuba e Arábia Saudita estão em má posição para se apresentarem como defensores dos direitos humanos, que violam massivamente".

Aberta Investigação

A Comissão de Direitos Humanos da ONU adotou, na quarta feira, em Genebra, uma resolução que aprova a abertura de uma investigação internacional "sobre a ação militar de segunda feira contra a frota humanitária que matou nove pessoas e provocou dezenas de feridos.

Esta resolução foi aprovada por 32 dos 47 membros do Conselho. Três países votaram contra, incluindo os Estados Unidos. A União Europeia (UE) votou de forma dispersa, tendo a França e o Reino Unido optado por se abster.

O mesmo Conselho de Direitos Humanos tinha mandatado o juiz sul-africano Richard Goldstone para investigar a operação "Chumbo Fundido", conduzida pelo exército israelita na Faixa de Gaza contra o grupo islâmico Hamas (dezembro de 2008/janeiro de 2009), que fez mais de 1400 mortos entre os palestinianos.

Israel tem recusado cooperar com a comissão de investigação que, nas suas conclusões, acusou Israel e os grupos armados palestinianos de cometeram crimes de guerra, recomendando o envio do caso para o Tribunal Penal Internacional (TPI) se o Estado judaico se recusar a abrir uma investigação "credível".

Nobel da Paz a caminho

Israel pretende também impedir que o navio "Rachel Corrie", outra embarcação da "Frota da Liberdade", atraque este fim de semana na Faixa de Gaza, para evitar um novo ataque em alto mar, segundo declarações das autoridades israelitas.

Andy David, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, disse que seu país "enviou mensagens através da Irlanda", já que a bandeira do navio é deste país, de modo a que a tripulação "concorde em deixar a carga humanitária no porto de Ashdod", em Israel.

"Até agora, os pedidos foram rejeitados. Não vejo uma abordagem diferente dos membros deste navio em relação ao anterior", lamentou.

O navio leva a bordo onze pessoas, incluindo um Prémio Nobel da Paz, a irlandesa Mairead Maguire, e um ex-vice-secretário-geral adjunto das Nações Unidas, Denis Halliday, e vai parar num porto grego para reabastecer e receber mais passageiros.

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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