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Expresso

Nova crise em Gaza

Israel promete deportar todos os ativistas ainda hoje

Se Israel não cumprir o prometido, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco já disse que irá rever as relações diplomáticas com o Estado judaico. Clique para aceder ao índice do dossiê Nova crise em Gaza

O Procurado-geral de Israel garantiu hoje que até ao final do dia os cerca de 700 activistas pró-palestinianos detidos na sequência do raide militar de segunda feira estarão de regresso a acasa.

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Yehuda Weinstein disse que as autoridades judiciais israelitas decidiram não acusar qualquer activista, ao contrário do que haviam anunciado anteriormente.

Caso os cerca de 350 cidadãos turcos detidos não forem libertados até hoje à noite o ministro dos Negócios Estrangeiros turco já disse que irá rever as relações com Israel. Uma intenção já transmitida por Ahmet Davutoglu à secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, durante um encontro realizado terça feira em Washington.

"Manifestei a nossa determinação absoluta sobre esta questão: se os cidadãos não forem libertados num período de 24 horas, ou seja, até ao final do dia de hoje, vamos rever totalmente as nossas relações com Israel", afirmou Ahmet Davutoglu.

Comandos da marinha israelita lançaram na segunda feira em águas internacionais um raid contra uma frota internacional que transporta centena de militantes pró-palestinianos e toneladas de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, enclave palestiniano submetido a um bloqueio israelita.

Segundo o exército israelita, nove passageiros foram mortos e sete soldados ficaram feridos a bordo do ferry turco "Mavi Marmara", a maior das seis embarcações, que transportava 600 pessoas.

Quarenta e oito passageiros ficaram feridos, segundo a rádio militar israelita.