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Nova crise em Gaza

Bloqueio vai continuar "por ar, mar e terra"

O primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu hoje que o bloqueio a Gaza vai continuar "por ar, mar e terra", no dia em que Israel deportou dezenas de ativistas da frota de ajuda humanitária para Gaza.

O primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu reconheceu que existe "pressão internacional" sobre Israel para que termine o bloqueio a Gaza, mas deixou claro que, apesar disso, vai continuar a sua política "por ar, mar e terra".

"É certo que há pressão internacional e críticas a esta política, mas [o mundo] deve entender que é crucial preservar a segurança de Israel e o direito do Estado de Israel a defender-se a si mesmo", afirmou o primeiro ministro israelita, na reunião do gabinete político-militar, que aconteceu depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter pedido o levantamento do bloqueio a Gaza.

O governante israelita, que regressou hoje ao seu país, depois de ter cancelado o encontro com o presidente norte-americano, Barack Obama, insistiu que Gaza, controlada pelo movimento islamita Hamas, é "um Estado terrorista financiado pelo Irão" e onde Israel deve impedir a entrada de "qualquer tipo de arma, por ar, mar e terra".

Milícias recebem armamento por túneis

Netanyahu disse que as milícias de Gaza recebem armamento através dos túneis escavados entre a Faixa de Gaza e a península egípcia de Sinai e sublinhou que a quantidade de armas que pode entrar por via marítima é "completamente diferente".

"Abrir uma rota naval em Gaza apresentaria um enorme perigo para a segurança dos nossos cidadãos. Por isso, mantemo-nos firmes na nossa política de bloqueio naval e de inspeção dos barcos que entrem", reiterou.

A promessa de Netanyahu surge no dia em que Israel deportou 45 das 682 pessoas de 42 países que estavam a bordo dos barcos da frota humanitária de apoio à população da Faixa de Gaza. Os 45 ativistas aceitaram ser deportados e seguiram em aviões na segunda feira e hoje, afirmou a porta-voz da polícia de imigração israelita, Sabine Hadad.

Todos os outros elementos foram levados para a prisão de Beersheva, no Sul de Israel, onde juízes de imigração vão tratar das suas deportações.

Deportados para a Jordânia

A porta-voz informou ainda que mais de 120 habitantes de países árabes que estavam a bordo dos barcos da frota humanitária deverão ser deportados para a Jordânia.

Estão ainda hospitalizados em Israel 48 ativistas de países estrangeiros que integravam a "frota da liberdade", bem como seis soldados israelitas, de acordo com a rádio pública israelita.

Os confrontos ocorreram a bordo da maior embarcação, quando a frota se encontrava em águas internacionais, a pouco mais de 70 quilómetros da costa de Israel.

O violento incidente gerou uma onda mundial de condenação contra Israel, que diz que os soldados foram forçados a responder a tiro a ataques desferidos pelos ativistas com facas, barras de ferro e armas de fogo.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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