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Silva Pereira nega tudo (vídeo)

Ministro da Presidência insiste que o Governo não recebeu informação privilegiada sobre o negócio PT/TVI. E acusa a comissão de inquérito de "não ter factos" que comprovem "as falsas acusações" que faz. (Veja vídeo SIC no final do texto) Clique para visitar o dossiê Face Oculta

Rosa Pedroso Lima (www.expresso.pt)

Pela primeira vez, em mais de 50 audições parlamentares (entre comissão de ética e comissão de inquérito), um depoente recorreu a meios tecnológicos para auxiliar a sua audição. O ministro da Presidência recorreu às imagens da conferência de Imprensa, no final do Conselho de Ministros, de dia 25 de Junho, em que se referiu ao negócio da PT para mostrar que a oposição teve um "acto falhado" quando o chamaram a depor. Com grande veemência e alguma agressividade, o ministro desvalorizou os trabalhos da comissão e acusou os deputados de andarem "desesperadamente" à procura de provas para incriminar o Governo.

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A base do depoimento de Silva Pereira está nas declarações do ministro, nas quais afirma que "não há perspectiva de negócio" com a Prisa, de acordo com informações dos "intervenientes no processo". Foi com a recuperação destas declarações que, quinta-feira passada, o deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo requereu a presença do ministro no Parlamento. Em resposta, o ministro acusou o deputado e relator da comissão de "falta de isenção", de "tirar conclusões" sobre bases "falsas" e de "truncar com demasiada ligeira" as declarações proferidas.

Ministro fala em provas

Com efeito, o ministro referiu o comunicado da PT, de 23 de Junho, à CMVM, uma declaração de Henrique Granadeiro à agência Lusa e o comunicado da Prisa, ambos de dia 25. "São provas", diz o ministro, de que havia informação pública que permitia ao Governo referir-se ao negócio sem qualquer "informação privilegiada".

João Semedo reagiu, considerando que o ministro mostrou, na conferência de Imprensa no final do Conselho de Ministro, saber que "o negócio não iria para a frente", com grande certeza, o que "na altura não era possível afirmar, apenas com base na informação pública disponível".

"Percebo o desespero dos que têm uma tese para provar", afirmou Silva Pereira, negando todas as dúvidas que lhe foram colocadas pela oposição. O PSD, pela voz de Agostinho Branquinho, acusou o ministro de usar um "tom intimidatório" e de "tirar conclusões, que não lhe compete fazer".