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Mário Crespo: "O que se está a passar é imperdoável"

Mário Crespo lançou o livro "A Última Crónica" com apelos a que se mantenha "a batalha diária pela liberdade de expressão". Acha que os casos "Moura Guedes" e "Sol" mostram que "o que se está a passar é verdadeiramente colossal." Clique para visitar o dossiê Face Oculta

Rosa Pedroso Lima (www.expresso.pt)

Numa sala do Grémio Literário a abarrotar, Mário Crespo aproveitou o lançamento do seu livro "A Última Crónica" para fazer um apelo à "luta pela liberdade de expressão". "Não podemos dar por adquirido o direito de informar e de ser informado porque, neste País, está em vias de ser alterado. Não estamos numa situação desesperada, mas é preciso lutar", disse Mário Crespo.

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Com Manuela Moura Guedes na assistência e Paula Teixeira da Cruz a apresentar o seu livro, o pivô da 'SIC Notícias' teve palco suficiente para relatar os "sinais muito desagradáveis" que observa em Portugal, nomeadamente no "controlo que está a ser feito à Comunicação Social". "Portugal tem tendência para ser governado por gente esquisita", afirmou.

Já a apresentadora do livro, a social-democrata Paula Teixeira da Cruz considerou que estamos a viver "tempos de brutalidade", "infelizes" e "uma fase delicada", sobretudo no que toca nas tentativas de ingerência política nos media. "Mas há quem resista", afirmou referindo-se a Mário Crespo e assumindo que a sua "Última Crónica é a primeira de um outro tempo".

No prefácio do livro, Medina Carreira elogia a atitude do jornalista ao publicar a crónica proibida pelo Jornal de Notícias na passada semana. Este gesto reflecte, segundo o economista, que "Mário Crespo teme, fundada e legitimamente, pelo futuro dos seus filhos, entregue a tantos impreparados, aventureiros e a alguns oportunistas".

"O poder político deve prosseguir com rigor verdade e determinação o bem público, deixando em paz quem trabalha: os cidadãos, em geral, e os jornalistas, em especial", escreve.