Siga-nos

Perfil

Expresso

Face Oculta

Godinho compra corvetas à Marinha por €1,6 milhões

Empresa de Manuel Godinho comprou ontem duas corvetas à Marinha por um preço cinco vezes superior à base de licitação. A hasta foi ganha por uma diferença de dois mil euros. Clique para visitar o Dossiê Face Oculta

Joaquim Gomes (www.expresso.pt)

A empresa do principal arguido do julgamento Face Oculta comprou ontem duas corvetas à Marinha por 1,6 milhões de euros, destinando-se ambas a desmantelamento para a sucata, apurou o Expresso.

Clique para aceder ao índice do Dossiê Face Oculta

O contrato foi assinado ontem à tarde, em Lisboa, entre a Marinha e a RAPLUS, empresa em que Manuel Godinho é um dos sócios, mas da qual se encontra desligado da gestão, tal como o seu filho, João Godinho, que é também arguido no julgamento do caso Face Oculta, segundo referiu ao Expresso um responsável da empresa de Ovar.

A RAPLUS ganhou a licitação depois de oferecer 1,6 milhões de euros, o que ascende a cerca de cinco vezes mais do que o preço base. A licitação foi feita na semana passada e o contrato fechado ontem, em Lisboa.

Empresa confirma negócio

A empresa RAPLUS confirma o negócio. O administrador Rui Martelo, contactado esta manhã telefonicamente pelo Expresso, disse que "ganhamos a licitação no valor de cerca de um milhão e 600 mil euros, que representou dois mil euros mais que o nosso mais direto concorrente".

"Uma vez mais, foram cumpridos todos os requisitos legais neste concurso, com todos os pressupostos verificados pelas entidades estatais competentes", acrescentou Rui Martelo ao Expresso.

O mesmo empresário já tinha ganho outro concurso ao Exército há dois anos, poucos dias após ter sido desencadeada pela PJ de Aveiro a operação Face Oculta, a  28 de outubro de 2009. Então, já Manuel Godinho estava preso preventivamente na cadeia de Aveiro.

Manuel Godinho ausente por doença

Entretanto, o principal arguido do caso Face Oculta, Manuel Godinho, está hoje de manhã ausente do julgamento, no Tribunal de Aveiro.

A sua advogada, Paula Godinho, informou o tribunal colectivo de que o empresário voltou a ter problemas de saúde relacionados com a diabetes de que padece e de que é "doente crónico", conforme salientou salientou a advogada.

Manuel Godinho esteve ontem presente no julgamento, mas ao final da tarde já eram visíveis os sinais de cansaço, com saídas constantes da sala de audiências.