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Decisão do PSD à espera do "despacho escrito" de Mota Amaral

O coordenador dos deputados do PSD na comissão de inquérito disse hoje que está à espera do "despacho escrito" de Mota Amaral a proibir o uso de referências às escutas para decidir a estratégia que vai seguir. Clique para visitar o dossiê Face Oculta

O coordenador dos deputados do PSD na comissão de inquérito disse hoje que está à espera do "despacho escrito" de Mota Amaral a proibir o uso de referências às escutas para decidir a estratégia que vai seguir.

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"Nós tivemos conhecimento do despacho apenas pelo meio oral e verbal do senhor presidente da comissão, e solicitámos que esse despacho fosse passado a escrito e distribuído. Quando o recebermos vamos analisar entre nós a posição que assumiremos", disse Pedro Duarte.

O deputado considerou que este "é um momento relevante" do funcionamento da comissão e sublinhou que o PSD já tinha pedido um esclarecimento sobre a metodologia a usar no tratamento das escutas.

O presidente da comissão de inquérito ao "caso TVI" proibiu hoje os deputados de invocarem as escutas telefónicas nas reuniões da comissão e no relatório final, por considerar que é inconstitucional.

Decisão é passível de recurso

A decisão é passível de recurso para o plenário da comissão de inquérito, mas os deputados do PSD sozinhos não conseguirão a maioria, já que os restantes partidos concordaram com Mota Amaral.

O PSD tinha exigido terça feira usar os elementos recolhidos nos resumos de escutas enviados pela comarca do Baixo Vouga e sugeriu fazê-lo à porta fechada.

O deputado do PSD Pacheco Pereira afirmou que ignorar o conteúdo das escutas seria o mesmo que não estar a fazer nada na comissão.

A comissão de inquérito à atuação do Governo na tentativa de compra da TVI visa apurar "se o Governo, direta ou indiretamente, interveio na operação conducente à compra da TVI e, se o fez, de que modo e com que objetivos".

A alínea b do documento fixa ainda que o inquérito pretende "apurar se o senhor primeiro ministro disse a verdade ao Parlamento, na sessão plenária de 24 de junho de 2009", quando disse não ter sido informado da operação.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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