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Face Oculta

Administrador da TVI nega queixas do Governo

Manuel Polanco, administrador-delegado da Media Capital garante que nunca recebeu queixas do Governo sobre "Jornal de Sexta". Clique para visitar o dossiê Face Oculta

O administrador delegado da Media Capital garantiu hoje no Parlamento que a empresa nunca recebeu queixas de membros do Governo português em relação ao Jornal de Sexta da TVI, que foi cancelado em setembro do ano passado.

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"Nunca recebemos queixas [em relação ao Jornal de Sexta, coordenado e apresentado por Manuela Moura Guedes] de algum membro do Governo português", afirmou hoje Manuel Polanco na comissão de inquérito parlamentar ao plano da Portugal Telecom para comprar a TVI.

Manuel Polanco acrescentou que chegaram à TVI "muitas queixas" de telespectadores, da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.

Apertados pela ERC

"A queixa que mais nos 'apertou' foi a da ERC", disse, lembrando que o organismo tem o poder de revogar a licença da TVI.

O administrador delegado referiu ainda que tanto no conselho de administração da Media Capital como na TVI "nunca ninguém disse que se sentia pressionado por membros do Governo".

Questionado pelo deputado do PCP João Oliveira sobre se as críticas públicas do primeiro ministro teriam sido tidas em conta na decisão de cancelar o Jornal de Sexta, Manuel Polanco respondeu que "nunca".

Manuel Polanco está a ser ouvido pelos deputados da comissão parlamentar de inquérito ao negócio PT/TVI, sendo o penúltimo dos 21 "convocados", já que falta conhecer as respostas - a enviar por escrito - do primeiro ministro.

Negociações com a PT

Os deputados pretendem saber como foram as negociações com a PT para venda de parte da Media Capital e saber quem foi que "rompeu" primeiro o acordo e porquê.

Criada por requerimento potestativo do PSD e do BE, a comissão tem como objetivo "apurar se o Governo, direta ou indiretamente, interveio na operação conducente à compra da TVI e se o fez, de que modo e com que objetivos".

Além disso, a comissão visa "apurar se o senhor primeiro ministro disse a verdade ao Parlamento, na sessão plenária de 24 de junho de 2009", quando referiu que não tinha sido informado sobre o negócio.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

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